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27 de Dezembro, 2012 - 07:40
  Maria Rita

   Campo Verde está muito além do agronegócio
     

Moderna, Campo Verde é notoriamente reconhecida pelas grandes plantações de soja e algodão, pecuária e empresas voltadas ao agronegócio. Com ruas largas e uma estrutura planejada, a cidade está bem posicionada no ranking dos municípios do país com melhor qualidade de vida e alto índice de desenvolvimento humano.

Da cidade que exala prosperidade tem-se a impressão de que o município possui apenas uma história recente, fruto da colonização por pioneiros da Região Sul do país, na década de 1960. Ledo engano. A obra recém-lançada "Campo Verde - do Índio ao Algodão", escrita por João Carlos Ferreira, aborda o município desde os primórdios da ocupação até os dias de hoje e desmistifica a pouca idade da região.

Campo Verde já abrigou civilizações pré-históricas há pelo menos 4,5 mil anos. O Morro da Rapadura, por exemplo, abriga sítios arqueológicos com inscrições rupestres de enorme relevância cultural e científica para Mato Grosso. Mais recentemente, habitaram a região os índios bororo. Não há mais vestígio de membros desta etnia no município. Assim como ocorreu em quase todo o país, eles foram retirados/expulsos de seu território e hoje ocupam territórios indígenas.

Pela região de Campo Verde também passava a antiga Estrada do Anhanguera ou Estrada Real, que ligava Vila Real do Bom Jesus de Cuiabá a Vila Boa de Goiás, atualmente parte desta estrada é a BR-070. A estrada construída a pedido da Coroa Portuguesa em 1736. Por ela passaram capitães generais, fidalgos e bispos que contribuíram para o desenvolvimento da Capitania de Mato Grosso.

Além deles, grandes exploradores como Karl Von Den Steinen e Percy Harrison Fawcett passaram pela região. Este último, um militar inglês que buscava pela civilização perdida de Atlântida. Em 1925 ele desapareceu em Mato Grosso e seu corpo nunca foi encontrado. Fawcett foi uma inspiração para os roteiristas que criaram o personagem do cinema americano Indiana Jones. Em 1779, tem-se notícias da primeira plantação na região, mas é notório que a corrente migratória do sul do país fez de Campo Verde uma cidade próspera. A ousadia e o pioneirismo de diversas famílias encontrou no município um terreno fértil e germinou.

O livro é muito feliz em mencionar a história pregressa da região e o papel dos principais envolvidos na construção atual do município. A obra foi lançada em Campo Verde e eu pude acompanhar a festa organizada pela prefeitura. Cada família pioneira recebeu um livro e foi homenageada, a emoção foi contagiante. O momento me fez perceber o orgulho que o livro trouxe a cada morador ali presente. A memória de um povo deve ser preservada e conhecida por todos, assim construímos a identidade de um povo. Parabéns a Campo Verde por preservar e documentar as emoções e a história de seus habitantes.

Maria Rita Ferreira Uemura é jornalista, empresária, diretora da empresa de turismo de aventura Tribo do Remo e escreve exclusivamente para este blog toda quinta (www.tribodoremo.com.br). e-mail: ferreirauemura@gmail.com

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