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23 de Fevereiro, 2013 - 17:27
  RENATO GORSKI

   Horário de verão e seus motivos
     

Se consultarmos a sociedade de maneira superficial sempre tem os adeptos da preferência pelos dois lados, uns a favor e outros contra.

Agora se fizermos uma pesquisa a maior parte é contra, como ficou constatado através de uma pesquisa encomendada pelo governo estadual em novembro de 2004, fez com que o chefe do palácio Paiaguás não aderisse ao horário de verão em 2005. 

A pesquisa foi realizada pelo “Instituto Vetor entre os dias 19 e 21 de novembro/04, em quatro regiões do Estado, revelou que 64,6% da população não aprovam a adoção do novo horário, contra 32,5% que a aprovam e 2,9% que não souberam ou preferiram não responder. Foram ouvidas mil pessoas das regiões Sudoeste (18,5%), Centro-Sul (26,0%), Sudeste (20,1%) e Norte (36,4%), totalizando 43 Municípios com maior densidade populacional. 

Apenas a região de Barra do Garças (508 km a Leste de Cuiabá), na época localizada no Araguaia, não foi consultada, uma vez que lá era praticado o horário de Brasília. Da pesquisa realizada pelo menos ficamos sabendo que a maioria da população não gosta da mudança do horário, por mais que se propague por aí algumas supostas vantagens.

Realmente, tem alguns pólos industriais que tem demanda alta de energia no país que ficam sujeitas a situação crítica no período de final de não, quando se liga mais ar condicionado e o consumo de energia é alto. 

No entanto que as empresas concessionárias investissem mais não haveria necessidade de forçar o horário de verão, pelo operador do sistema nacional do sistema elétrico amparado no decreto nº 6558 de 08/09/2008, onde ficou instituído o horário de verão no Brasil de maneira permanente. Tem que se destacar em que os governantes de algumas cidades e estados não aderem ao sistema em respeito as suas populações.

Por mais que se pretenda economizar 5% no horário de ponta na indústria nos finais de tarde, e os resultados que se veem obtidos é muito pouco para mudar os relógios. Conforme a Rede, a redução no consumo de energia e na demanda de potência em Mato Grosso atingiram os índices esperados pelo setor elétrico brasileiro durante a 42ª edição do Horário de Verão. 

A redução na demanda de potência no horário de ponta (das seis horas da tarde até as nove horas da noite), que é o principal objetivo do Horário de Verão, chegou a 4%. Alguns setores do comércio também se vangloriam que o horário favorece as vendas, mas vejamos nem todos podem usufruir de tempo para fazer “happy hour” todos os dias.

No mundo econômico uma vantagem para optar por um sistema ou ficar em outro tem que ultrapassar no mínimo 10 pontos percentuais, ou seja, 10 porcento. 

O Brasil tem crescido bastante, e na sua maioria das vezes a oferta de energia que é produzida em parte pelo governo e em parte por concessões não acompanha a demanda, os verdadeiros motivos do horário de verão é para proteger o sistema de fornecimento de energia elétrica e não quebrar os equipamentos e colapsar o sistema elétrico brasileiro.

Na verdade, a justificativa atual do horário de verão é a preservação e proteção do sistema elétrico, pois como a parte final do expediente industrial não mais coincide com o acender das luzes reduziríamos o horário de pico de consumo, evitando sobrecarga no sistema e prevenindo problemas de abastecimento.

Mas, em Mato Grosso, se a adoção do horário foi para evitar problemas, nunca se viu tantas falhas no fornecimento de energia nestes últimos meses, quando em Mato Grosso e em Cuiabá faltou energia em diversos horários, em vários bairros, e aí a “pergunta que não se quer calar” se estava no horário de verão era para ter acontecido isto?

Os inconvenientes do horário de verão: 1 – Força a coletividade a levantar uma hora mais cedo, sem que haja necessidade; 2 - Desencadeia um processo de síndrome de atraso, pois muda todo o comportamento de sociedade em favor de uma minoria de beneficiados, no caso os acionistas da empresa energética; 3 – Diminui o aprendizado das crianças, crianças sonolentas no turno da manhã; 4 – Dá a falsa idéia que a noite ainda é cedo pois os relógios estão adiantados, leva as pessoas a dormirem mais tarde e levantam cansadas; 5 – Aumenta o risco de stress e acidentes de trabalho; 6 – Desgasta o relacionamento pessoal, pois aumenta a irritabilidade; 7 – Faz a sociedade sentir-se massa de manobra, pois não foi realizado nenhum plebiscito a respeito do assunto; 8 – Entra em um círculo vicioso a adoção do horário, como uma espécie de tradição desajuizada; 9 – Aumenta os acidentes na estrada.

Conforme a Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, a capacidade instalada de geração de energia em Mato Grosso em relação ao sistema no Brasil é de 1,98%, isso significa que é irrelevante numa eventual economia no sistema de energia no Estado de Mato Grosso e que não terá grandes efeitos na adoção do horário de verão. 

Além de Mato Grosso, Estados como do Macapá que gera 0,27% da energia do sistema, Maranhão 0,25%, Tocantins 1,47%, Acre 0,14%, Ceará 0,74%, Rio Grande do Norte 0,50%, Paraíba 0,06%, Amazonas 1,97%, Espírito Santo 1,40%, Roraima 0,11% e Piauí não compensa aderir ao horário de verão tendo em vista que a economia é muito pequena e o transtorno social grande.

O fato é que em estados que possuem uma geração tanto como consumo menor do que 3% em relação ao sistema nacional não se justificam a adoção do horário de verão, alternativas teriam que serem buscadas e ser respeitado o direito do cidadão e do trabalhador em viver a sua vida no horário normal. 

Quem está descontente deveria mudar de lugar, de país de fuso horário, mas infelizmente a mudança do horário normal para horário de verão só traz inconvenientes.

RENATO GORSKI é economista, presidente da Aprocenon Brasil.

rgorski17@hotmail.com

www.midianews.com.br

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