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18 de Novembro, 2013 - 08:51
Pedro Henry, de um dos cabeças do congresso a presidiário
     

 Pedro Henry deixa a vida pública pela porta do fundo. E direto para a cadeia. O homem foi “socialista” e “social-democrata”, quando atuou no PPS e no PSDB. Cortou pela direita, mas foi na esquerda de Lula no Palácio do Planalto que o deputado se beneficiou literalmente das benesses do poder. Se lambuzou tanto que deixou rabo. E, mesmo assim, não está nem aí. Agiu com a mesma desfarçatez do tríade petista Dirceu-Genoíno-Delúbio e de outros mensaleiros, que têm a coragem de, a caminho da prisão, declarar que são vítimas da elite, ícones da luta democrática, guerreiros do povo e heróis injustiçados. Vítimas são o povo, os cofres públicos.

Condenado, Pedro Henry passa a cumprir pena

   Henry está rico financeiramente, mas desmoralizado politicamente. É médico-anestesista e empresário, com redes de clínicas top. Possui fazendas e é sócio em veículos de comunicação e de empresas de saneamento. Nos anos 1990 e 2000, ele era o cara em terras mato-grossenses, um exímio articulador político com peso também em Brasíla. Integrou a lista dos 100 “Cabeças do Congresso Nacional” por 5 anos, conforme o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). E, como tal, assumia cargos, indicava apadrinhados políticos e elegia prefeitos e vereadores, principalmente em sua região, a Grande Cáceres (Oeste), onde começou como vice-prefeito, em 92. E foi no governo Lula que Henry quase virou ministro. Só não assumiu porque não houve unanimidade de apoio da bancada do PP.

   Hoje, parte de seus eleitores certamente estão envergonhados. Se não, devem ficar no decorrer desta semana, quando o deputado federal de quatro mandatos será conduzido para a prisão para cumprir pena de 7 anos e 2 meses pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro devido a sua participação no esquema do mensalão. Ele também terá de pagar multa de R$ 888 mil. Teria recebido, junto com outros parlamentares, R$ 2,9 milhões para votar a favor de matérias de interesses do governo no primeiro mandato de Lula (2003-2006). Por sorte, Henry foi absolvido da denúncia de formação de quadrilha.

   Sua trajetória política não é de hoje. Depois de ser vice em Cáceres, Henry tentou a prefeitura, mas os cacerenses reprovaram-no nas urnas, em 96. No mesmo ano, ganhou cadeira de deputado federal com a renúncia de Roberto França (então no PTB), que virou prefeito de Cuiabá. Entre 95 e 96, se tornou presidente da Sanemat. Depois, garantiu vaga de federal nas 4 eleições gerais (1998, 2002, 2006 e 2010).

   Mas a fase de "reinado" não se sustentou. Enfrentou escândalos e começou a perder forças políticas. Foi acusado de compra de votos e de envolvimento nos esquemas do mensalão e sanguessuga. Teve passagem polêmica como secretário de Saúde do Estado, com serviço terceirizado por meio de Organizações Sociais. Daqui a um tempo Henry será lembrado como deputado que foi preso e depois cassado por envolvimento no maior escândalo político do país. O carimbo negativo vai esconder os feitos que ele tanto propagava, o de municipalista e de membro da bancada federal que mais trouxe recursos para Mato Grosso.

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