Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Bem vindo ao Nortão News, Juara 24 de Maio de 2017
Quem Somos   I   Contato
  INÍCIO  
  NOTÍCIAS  
  EVENTOS  
  VÍDEOS  
  ARTIGOS  
  FAVORITOS  
 ARTIGO
9 de Fevereiro, 2014 - 12:51
  Olhar Direto - Nina Moon

   A vida é feita de tragédias mais tudo passa, tudo sempre passará
     

A vida é feita de tragédias e não podemos escapar do inevitável: somos o momento do agora

A vida é feita de tragédias. A sirene da ambulância não nos deixa esquecer que o sinistro existe. E pode alcançar qualquer vida, a qualquer momento. É inesperado. E inevitável. Não sabemos. Não temos como saber. O próximo segundo pode ser fatal. O próximo respirar pode ser o último. E o que podemos fazer? As músicas questionam o sentido da existência, o que devemos fazer para prosseguir em um mundo vazio. E a resposta muitas vezes é o amor, que nos segura e faz valer a pena cada segundo a mais de ar.

Você pode chorar no escuro e querer que o seu coração se desfacele em pedaços. Pode ficar tudo bem, ou não também. Rir e chorar, cantar e sonhar. Cada momento da vida reserva o inesperado. O que não podemos prever ou controlar. A isto chamam de destino, acaso, caminho, imposição, suposição.

Não podemos prever. A vida corre desenfreada para qualquer lugar que não nos pertence. Corre e esvaece pelos dedos. Intocável, impalpável, irrefreável, com sede de morte. A tragédia acontece todos os dias. Basta prestar atenção aos noticiários, às ruas, às pessoas, aos olhares tristes. Basta ficar atento e verá que a tragédia está sempre a espreita.

Se não é com você, é com alguém próximo, longe ou perto, cedo ou tarde, ela chega. A tragédia anunciada. Não há como escapar da sua inevitabilidade. Ela acontece. Assim como a vida e a morte. Acontece. Não há respostas, só há como emudecer e conter o espanto da hora fatal que o caminho nos reserva.

Você pode trocar de estrada, refazer um novo destino, adquirir novos sentidos, mas ainda assim, a tragédia está a espreita, como um cão que fareja sua caça. O fim pode estar em todas as esquinas, em cada guinada, em cada rota de fuga. Porque no fim, o que tiramos é que não há como fugir. Não há para onde escapar. Estamos todos imóveis. Apenas esperamos o final.

Com todas as nossas forças podemos tentar romper aquilo em que estamos imersos, mas a luta desencadeará no

vazio, no finito, naquilo tudo que deve se acabar um dia. As nossas forças não são nada contra a ordem natural da vida. Mas a tragédia é anti-natural. Não avisa. Não segue ordens. Nos toma quem ainda nem viveu o sonho, nos toma quem ainda nem conheceu a realidade, nos toma quem ainda é puro. E nos larga, sós com nós mesmos, para nos lembrar da nossa finitude, da nossa brevidade e inconstância.

Somos o momento do agora. Não somos o que se foi e nem o que virá. Somos apenas este momento ao qual podemos nos segurar, por um segundo ou mais, até se estender a uma nova história ou outro caminho. Este momento, esta vida. Nossos pés não podem caminhar para aonde nossos olhos não irão nos guiar. Podemos traçar planos e sonhar, mas quando a tragédia nos toma de sobressalto, estamos nus, fracos e impotentes.

Não podemos mudar o acaso. Não podemos mudar o fatal destino. Não podemos traçar um novo caminho. Podemos, apenas, olhar para nós mesmos neste momento em que ainda respiramos, e sermos honestos sobre o futuro que se abre. Respire fundo e diga que o amor ainda bate. Diga que o amor ainda vive. E quem sabe, esse segundo a mais possa se estender pela eternidade.

* O NortãoNews não se responsabiliza por comentários postados abaixo!
 0 Comentários  |  Comente esta matéria!
 Mais Artigos
18/05/2016
26/02/2016
01/12/2015
20/11/2015
30/06/2015
02/02/2015
21/04/2014
09/02/2014
 menos  1   2   3   4   5   6   7   mais 
 Enquete

 Artigos
  INÍCIO  
 
  NOTÍCIAS  
 
  EVENTOS  
 
  VÍDEOS  
 
  ARTIGOS  
© 2017 - Todos direitos reservados