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 Lista do Janot.
11 de Abril, 2017 - 23:19
Temer é citado em pedidos de abertura de 2 inquéritos, mas tem 'imunidade temporária'
     

 O presidente Michel Temer foi citado nos pedidos de abertura de dois inquéritos relacionados às delações da Odebrecht, mas, em razão da "imunidade temporária" que ele possui, a Procuradoria-Geral da República (PGR) não o incluiu na "lista do Janot". O presidente não pode ser investigado por crimes que não aconteceram no exercício do mandato.


No mês passado, Marcelo Odebrecht, ex-presidente da Odebrecht, confirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que se reuniu com Temer para discutir doações para a campanha eleitoral de 2014. O ex-diretor de relações institucionais do Grupo Odebrecht, Claudio Melo Filho, já havia afirmado em delação premiada que foi acertada uma contribuição de R$ 10 milhões ao PMDB. Na época em que a informação veio à tona, o Palácio do Planalto informou que o presidente repudiava "com veemência" o conteúdo da delação de Melo Filho.


Na tarde desta terça-feira (12), o jornal "O Estado de S. Paulo" informou que o ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou novas aberturas de inquéritos, que têm como base declarações e documentos de Melo Filho e outros delatores.


Oito ministros do governo Temer estão entre os alvos de investigações. São eles: Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), Helder Barbalho (Integração Nacional), Bruno Araújo (Cidades), Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Marcos Antônio Pereira (Comércio Exterior), Blairo Maggi (Agricultura) e Gilberto Kassab (Ciência).


LISTA DE FACHIN: veja os nomes dos políticos alvos de inquérito


Segundo informou o Jornal Nacional, Michel Temer deixou claro que vai seguir a linha estabelecida antes: aberturas de inquérito não provocam mudanças no governo. Se houver pedido de denúncia, e ela for aceita, então o ministro será afastado. Se virar réu, o ministro será demitido.


O governo teme agora o efeito da lista de Fachin na aprovação de reformas no Congresso, como a previdenciária e a trabalhista. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, foi chamado nesta noite para ir ao Palácio do Planalto. A reunião não estava na agenda do presidente.


 

Fonte: G1
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