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 Gado Leiteiro.
8 de Marco, 2018 - 21:22
Preço pago ao produtor de leite em Mato Grosso cai mais de 10%
     

 O preço do leite pago ao produtor de Mato Grosso caiu 13,46% em janeiro deste ano em comparação com igual mês de 2017. O preço do leite pago ao produtor de Mato Grosso caiu 13,46% em janeiro deste ano em comparação com igual mês de 2017. Neste intervalo, a cotação do litro do produto recuou de R$ 1,04 para R$ 0,90. A desvalorização foi percebida na ponta da cadeia, já que no varejo, 11 dos 16 subprodutos tiveram redução anual nos preços, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato).


Entre os derivados lácteos que custaram menos aos consumidores no início deste ano destacam-se o leite em pó integral (-16,20%), o leite integral UHT (-13,56%) e o leite semidesnatado UHT (-13,29%). A queda é verificada em comparação com janeiro de 2017. Entre os 5 produtos lácteos que tiveram majoração anual nos preços, destacam-se queijo minas frescal (13,61%), ricota (12,22%) e manteiga com sal (7,87%).


De dezembro de 2017 para janeiro de 2018, os preços reagiram para 12 dos 16 itens cotados pelo Imea no mercado varejista de Cuiabá. Entre os produtos com maior majoração mensal estão o queijo provolone (7,74%) e manteiga com sal (6,21%). As maiores reduções foram percebidas no requeijão (-10,21%) e creme de leite (-3,05%), embalados em 200 gramas.


Os preços do leite e derivados estiveram pressionados em função da diminuição do consumo motivada pela crise econômica brasileira, explica o presidente da Associação dos Produtores de Leite de Mato Grosso (Aproleite), Valdécio Tarsis Rezende Fernandes. O mercado também enfrenta sazonalidade na produção e isso repercute em toda a cadeia, com preços mais baixos quando a oferta é abundante. Esse cenário é notado em Mato Grosso durante o período chuvoso, quando a nutrição bovina melhora com a recuperação dos pastos.


O presidente da Aproleite observa que Mato Grosso tem potencial para se destacar na produção leiteira nacional, mas a oferta do alimento básico diminuiu nos últimos 7 anos no Estado. Nesse período, o rebanho leiteiro reduziu em 35 mil animais ou 5,51%. De acordo com o Imea, em 2011 a produção leiteira era mantida com rebanho de 633,8 mil animais e a estimativa para 2018 é encerrar o ano com 598,8 mil cabeças.


Essa dificuldade na recuperação do rebanho é motivada por alguns fatores na cadeia produtiva. Encarecimento do farelo de soja em 2012 e do milho em 2016, margens de lucro apertadas em alguns períodos com consequente descarte de matrizes para gerar receitas são alguns entraves identificados pelos analistas do Imea. Também engessa a bovinocultura leiteira a falta de assistência técnica e de acesso ao crédito para investir na atividade, completa Fernandes.


Entraves na cadeia produtiva leiteira foram debatidos nesta terça-feira, em Cuiabá, durante apresentação do Diagnóstico da Ações Relacionadas à Cadeia da Pecuária Leiteira em Mato Grosso. O estudo foi realizado pela Associação dos Produtores de Leite de Mato Grosso (Aproleite) em parceria com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).


Na elaboração do diagnóstico foram visitados 53 municípios do Estado e em 33 deles foram verificadas ações locais para produção leiteira, explica o gestor técnico do Imea, Paulo Ozaki. A pesquisa identifica quais iniciativas convergem para fomento da produção de leite em Mato Grosso e indica como criar sinergia para expandir a cadeia, completa o superintendente do Senar, Otávio Celidônio. Para suprir lacunas ainda existentes no mercado, o Senar busca parceria com sindicatos rurais e prefeituras. “Assistência técnica e educação é parte desse processo. Precisamos fortalecer o cooperativismo e associações com todos os agentes desse mercado”.


Como ações de fomento à produção leiteira em Mato Grosso são mantidos pelo Senar os programas SenarTecLeite e Nosso Leite, além do programa de Transferência de Tecnologia pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A Secretaria Estadual de Agricultura Familiar (Seaf) informa que em 2017 investiu R$ 6 milhões no fornecimento de 500 resfriadores de leite para apoio aos produtores de leite do Estado. Para o presidente da Aproleite, Valdésio Fernandes, o cenário atual para a produção leiteira não é bom. “Por causa da recessão, muitas indústrias locais reduziram a produção em função do baixo consumo”.


De acordo com o Imea, 8 indústrias de Mato Grosso participam do Programa Leite Saudável, mantido pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa). Segundo os analistas do Imea, o desequilíbrio entre a oferta e a demanda ainda pauta o mercado, já que a produção de derivados não tem sido absorvida, principalmente devido às férias escolares. Assim, para não gerarem volumes altos de estoques, as indústrias optaram pela redução de preços e alguns agentes preferiram não produzir alguns produtos de menor liquidez. Apesar disso, nota-se uma reação na demanda no varejo, com alguns produtos com preços em recuperação neste início de ano.


 

Fonte: P do A.
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