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 Retaliação Chinesa.
4 de Abril, 2018 - 21:05
China anuncia retaliações contra mais de 100 produtos americanos, incluindo soja
     

 Num novo capítulo da guerra comercial entre EUA e China, o governo de Pequim anunciou nesta quarta-feira, 04, a imposição de novas tarifas contra produtos americanos, numa lista de mais de 100 itens que irá incluir soja e carros. Em um comunicado, o enviado da China para o comércio alertou que as políticas de Donald Trump estão colocando "em perigo sem precedentes" a própria Organização Mundial do Comércio (OMC).


As novas medidas chinesas são uma resposta à iniciativa da Casa Branca de impor retaliações por conta da suposta perda que alega ter com violações de propriedade intelectual por parte da China. Trump prometeu barreiras em produtos avaliados em US$ 50 bilhões e uma lista que inclui 1,3 mil linhas tarifárias, principalmente no setor de alta tecnologia.


Para os chineses, colocar esses setores como alvo de tarifas demonstra que a Casa Branca quer evitar que Pequim se transforme em uma liderança no setor tecnológico.


Agora, Pequim responde com suas próprias medidas. "As ações americanas representam uma violação internacional e grave dos princípios da OMC", disse Zhang Xiangchen, representante da China na OMC.


A nova ação chinesa eleva em 25% as tarifas para um total de 106 produtos. Além de soja e veículos, as medidas também afetam as vendas de aeronaves. A Boeing tem na China, hoje, um de seus principais pontos de operação de vendas.


As novas tarifas chinesas podem ajudar as vendas brasileiras. Hoje, Pequim importa 60% de toda a soja comercializada no mercado mundial. Mas, desde 2012, o Brasil superou os americanos e passou a ser o maior fornecedor do produto ao mercado asiático.


Em 2017, as vendas brasileiras atingiram um recorde para a China, com o embarque de 50,9 milhões de toneladas. Isso representou 53,3% das importações de Pequim. Os americanos exportaram 32,9 milhões de toneladas, 34% do mercado chinês e o menor volume desde 2006.


Com as novas tarifas, a previsão do Ministério do Comércio da China é de que parte do mercado abastecido pelos americanos seja ainda mais ocupado pelo produto brasileiro.


 

Fonte: P do A.
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