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 Abate de fêmeas.
13 de Abril, 2018 - 21:12
Abate de vacas em MT atinge maior volume desde maio/2014
     

 Imea atribui o aumento ao atual ciclo pecuário, de maior descarte de fêmeas, intensificado pelo fim da estação de monta.


O informativo semanal da pecuária de corte elaborado pelos analistas do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra que o abate de bovinos cresceu 9,43% em Mato Grosso no ano passado, para 413,28 mil cabeças.


Eles destacam que o crescimento se deve principalmente ao aumento de 12,05% no abate de fêmeas, para 221,69 mil cabeças, o maior montante abatido no Estado desde maio de 2014. Já o abate de machos subiu 6,56% para 191,59 mil cabeças.


Os analistas comentam que a maior quantidade de fêmeas encaminhadas para linha de abate é puxada pela atual fase do ciclo pecuário (descarte de fêmeas) e pode estar ter sido intensificada pelo fim da estação de monta.


Eles explicam que a estação de monta é uma das formas de manejo reprodutivo mais difundidas em Mato Grosso, e quem faz uso dessa ferramenta normalmente a utiliza entre os meses de novembro e março. “Com o findar da estação de monta, aquelas fêmeas que não ficaram prenhas começam a ser encaminhadas para os frigoríficos.”


Mercado


Os levantamentos do Imea mostra que os preços do boi gordo recuaram na segunda semana consecutiva em Mato Grosso, para R$ 132,45/arroba. “Em direção oposta, a vaca gorda registrou alta de 0,13%, cotada a R$ 124,05/arroba.”


Segundo o Imea, depois de três semanas seguidas de valorização, o bezerro de ano sofreu desvalorização nesta semana. O animal fechou a semana cotado a R$ 1.237,08/cabeça, influenciado pela redução nas negociações no mercado de reposição.


O Imea constatou aumento de 0,32 dia na escala de abate dos frigoríficos, para 5,67 dias. “O incremento na quantidade de dias pode estar associado a um reajuste na capacidade produtiva de algumas plantas frigoríficas.”


Ao analisar o mercado futuro de boi gordo, os técnicos do Imea observam que contrato na B3 com vencimento para outubro/2018 saiu de um patamar de R$ 152,00/arroba em janeiro deste ano para os atuais R$ 149,70/arroba, registrando queda de 1,68%.


Segundo eles, nota-se que os agentes de mercado que operam na B3 aparentam já absorver a recuperação mais lenta que o esperado da demanda interna neste ano como um fator de pressão sobre os preços futuros do boi gordo.


Os analistas dizem que, em relação aos preços atuais, que giram em torno de R$ 144,30/arroba (cotação do Cepea/Esalq/USP), há uma perspectiva de valorização de 3,69% na cotação do boi gordo. “Dito isto, nota-se que o mercado do boi gordo no Brasil está aparentemente ajustado na relação oferta e demanda, com os preços físico e futuro próximos.”


 

Fonte: P do A.
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