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 Setor Agropecuário.
5 de Setembro, 2018 - 21:42
Censo revela mudanças no setor agropecuário
     

 Área média dos estabelecimentos em Santa Cruz é de 16,54 hectares, com predominância do 1O grau no nível de escolaridade e idade entre 30 e 60 anos. O agricultor Cássio Fernando Hauth, 52 anos, residente em Boa Vista, interior de Santa Cruz do Sul, cultiva 50 mil pés de tabaco, que é a principal fonte de renda da propriedade. Mas também atua na produção de leite (100 litros por dia), com 11 vacas, e na apicultura (dez caixas). Além disso, planta milho, mais para a subsistência, feijão e amendoim destinados à venda e aipim para alimentar vacas e porcos.


Com o 1º grau de escolaridade e idade entre 30 e 60 anos, Cássio tem todas as características do perfil que forma a maioria dos responsáveis por estabelecimentos rurais de Santa Cruz do Sul, conforme dados preliminares do Censo Agropecuário 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nas atividades, ele conta com ajuda da esposa Angela Inês Hauth, 50 anos, e do cunhado Anselmo José Back, 53 anos.


Hauth utiliza agrotóxico no tabaco e no milho. O produtor tem assistência técnica de duas fumageiras, da Lactalis no leite e da Emater nas demais ações. Há dez anos, contava apenas com um trator multiuso comprado em 2006. Depois adquiriu uma plantadeira de milho por tração animal, um pulverizador e caixote para o trator e um resfriador de leite com capacidade para 500 litros.


Os pais de Cássio também são agricultores. Hoje aposentados, auxiliam um dos filhos na agricultura, com o qual moram em Alto Linha Santa Cruz. Dos nove filhos de Fernando, 78 anos, e Darcila, 74 anos, quatro permaneceram na zona rural. Cássio é um destes. Estudou porque seu pai fazia questão e o incentivava. Poderia ter ido mais longe nos estudos, mas não quis. “Achava mais conveniente ajudar o pai na roça”, afirma.


Cássio diz que está feliz com a vida que tem na zona rural ao lado da esposa Angela. E pretendem continuar no campo. Já as duas filhas – Francine Inês, 25 anos, e Fernanda Laís, 17 anos – não pensam assim. Francine é formada em Administração de Empresas e massoterapeuta. É casada e mora na área urbana. Fernanda está no segundo ano do ensino médio e faz curso de mecânica de usinagem no Senai.


Número de estabelecimentos fica menor


Mais de 30% dos produtores à frente dos estabelecimentos rurais de Santa Cruz do Sul têm 60 anos ou mais de idade e apenas 3,6% possuem menos de 30 anos. A escolaridade predominante é o ensino fundamental, mas quase dobrou, na última década, o número dos que frequentaram o ensino médio. O perfil da área rural do município tem como base os dados preliminares do Censo Agropecuário 2017 do IBGE. A edição anterior do levantamento havia sido realizada em 2006.


A área média dos estabelecimentos agropecuários em Santa Cruz do Sul é de 16,54 hectares, com queda de 16% nos últimos 11 anos. O número dos existentes teve queda de 24,7%. No entanto, o IBGE mudou a metodologia, o que influenciou no resultado dos dados. As áreas não contínuas, exploradas por um mesmo produtor, foram consideradas como um único estabelecimento. Uma mudança significativa nos últimos anos foi o aumento de estabelecimentos sob a forma de condomínio, consórcio ou união de pessoas. Conforme o chefe do escritório do IBGE de Santa Cruz do Sul, Luiz Eduardo Braga, o sistema de coleta de dados do Censo Agropecuário de 2017 permitiu a inclusão dos dados de casais, o que não era possível em 2006.


Outra modificação, conforme Braga, foi a adoção do conceito de estabelecimento rural apenas para aqueles que têm como objetivo a produc¸a~o, seja para venda (comercializac¸a~o da produc¸a~o) ou para a subsiste^ncia da família.


Escolaridade


Apesar da maioria dos responsáveis pelos estabelecimentos rurais de Santa Cruz do Sul ter o ensino fundamental ou 1o grau, completo ou incompleto, como nível de escolaridade, a secretária do Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar, Salete Faber, diz que os dados do Censo Agropecuário confirmaram que ainda há grande índice de pessoas no interior sem escolaridade. Explica que no ano passado houve a criação de quatro turmas de alfabetização de jovens e adultos nos municípios da área de abrangência da entidade (Santa Cruz do Sul, Sinimbu, Herveiras e Vale do Sol) e ainda há moradores da área rural para novos grupos. Salete observa que a maioria tem mais de 50 anos e até com 76 foram alfabetizadas.


Mas o levantamento do IBGE também mostra o aumento de pessoas na área rural com nível de escolaridade mais alto, especialmente o ensino médio ou 2o grau. Conforme o tesoureiro do Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar, Sérgio Luiz Reis, essa é uma tendência natural. “Isso é positivo, pois as pessoas com nível de escolaridade mais alto são mais abertas a novas tecnologias”, afirma.


Outra característica de Santa Cruz é o alto percentual de estabelecimentos rurais que recebem assistência técnica. Reis explica que o produtor de tabaco já conta com o apoio das empresas, mas os produtores de hortifrutigranjeiros e gado leiteiro têm orientação da Emater/RS-Ascar e até do sindicato. Sobre o alto índice de agricultores que usam agrotóxicos, o tesoureiro lembra que hoje os produtos são empregados tanto nas culturas de tabaco como de milho e soja. A mecanização da área rural é apontada por Reis como positiva e necessária diante da diminuição da mão de obra. Com as máquinas é menos penoso e rende mais, apesar de aumentar os custos.


 

Fonte: P do A.
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