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 Merca do Milho.
20 de Marco, 2019 - 18:35
Com poucas operações registradas, milho tem resultados misturados em Chicago
     

 A quarta-feira (20) começa com a Bolsa de Chicago (CBOT) apresentando resultados misturados para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registravam movimentações entre 0,50 pontos negativos e 0,25 pontos positivos por volta das 08h54 (horário de Brasília).


O vencimento maio/19 era cotado a US$ 3,71, o julho/19 valia US$ 3,80 e o setembro/19 foi negociado por US$ 3,87.


Segundo analistas da ARC Mercosul, o mercado em Chicago opera sem um expressivo volume de operações desde o início da semana. Entretanto, ao longo das últimas horas, a pressão nos preços diante da falta de novidades da Guerra Comercial, foi levemente revertida.


A oferta total sul-americana de grãos em 2019 ainda possui uma perspectiva robusta, o que limita a capacidade de ganhos das cotações internacionais. Mesmo com as quebras da safra-verão no Brasil, a produção final para o milho continua atrelada na casa das 93,5 milhões de toneladas.


Na Argentina, números entre 44-47 MT para o milho continuam entre os mais discutidos na indústria privada. Já nos Estados Unidos, um início de safra úmido tem colocado preocupações diante do potencial de plantio do milho.


Confira como fechou o mercado na última terça-feira:


Com preocupações sobre enchentes nos EUA, milho fecha a 3ªfeira com resultados misturados


A terça-feira (19) chega ao fim com os preços internacionais do milho futuro apresentando resultados misturados na Bolsa de Chicago. As principais cotações registraram movimentações entre 0,25 pontos negativos e 0,25 pontos positivos.


O vencimento maio/19 foi cotado a US$ 3,71, o julho/19 valeu US$ 3,80 e o setembro/19 foi negociado por US$ 3,87.


Segundo análise de Ben Potter da Farm Futures, os preços do milho foram inclinados ligeiramente abaixo em algumas manobras técnicas na terça-feira. As perdas foram mínimas, uma vez que o espectro de uma possível colheita dos EUA plantada tardiamente aparece no fundo.


As ofertas de base de milho nos Estados Unidos foram constantes para misturadas em todas as localidades do Centro-Oeste, firmando por 2 a 3 em duas usinas de etanol, mas escorregando 1 a 5 centavos mais baixos em vários outros locais nos EUA centrais hoje.


As enchentes e problemas climáticos em algumas regiões americanas seguem no radar dos agentes de mercado. O vice-presidente Mike Pence está visitando partes de Nebraska devastadas pelas enchentes para obter uma melhor avaliação dos danos atuais. As recentes inundações no Centro-Oeste e Planícies levaram a várias mortes, além de bilhões de danos em propriedades e infraestrutura.


Mercado Interno


Já no mercado interno, os preços do milho disponível permaneceram sem movimentações em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, as valorizações apareceram somente nas praça de Tangará da Serra/MT (3,85% e preços de R$ 27,00) e Campo Novo do Parecis/MT (4% e preço de R$ 26,00).


Já as desvalorizações foram registradas em Assis/SP (2,12% e preço de R$ 32,30), Ponta Grossa/PR e Castro/PR (2,70% e preços de R$ 36,00), Oeste da Bahia (2,74% e preço de R$ 35,50), Dourados/MS (3,03% e preço de R$ 32,00) e São Gabriel do Oeste/MS (5% e preços de R$ 28,50).


De acordo com a Radar Investimentos, o mercado físico do milho esteve mais ofertado durante o início desta semana. Por outro lado, as exportações continuam em ritmo forte e merecem destaque.


Outros fator que atua na pressão de baixa do mercado interna é a boa perspectiva para a safrinha do cereal. De acordo com o Consultor da INTL FCStone, Étore Baroni, as condições climáticas apontam que as chuvas regulares que vão beneficiar o desenvolvimento da safrinha de milho que neste ano foi cultivada mais cedo devido ao clima favorável em diversas regiões.


“O agricultor precisa entender e avaliar muito bem o nível de preço ideal e se cobre os custos de produção. Para o produtor que não vendeu eu diria que perdeu o melhor momento em minha opinião, já a tendência é que os preços do milho fiquem pressionados”, disse Baroni em entrevista ao Notícias Agrícolas.


 

Fonte: P do A.
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