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 Soja e o Mercado.
14 de Fevereiro, 2020 - 14:37
Soja: Chicago caminha de lado para o final de semana, na defensiva antes de feriado nos EUA
     

 O mercado da soja continua operando com estabilidade e à espera de novas informações ara definir sua direção na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa testavam os dois lados da tabela, com as cotações ainda variando entre US$ 8,97 - no março - e US$ 9,21 no agosto/20, com oscilações bastante tímidas.


Segue a defensiva dos traders diante não só da falta de notícias, mas também do final de semana prolongado nos EUA, já que na próxima segunda-feira, 17 de fevereiro, é comemorado o feriado do Dia dos Presidentes no país e quando as bolsas não operam.


As expectativas todas, porém, se voltam à fase um do acordo entre China e EUA que entra em vigor nesta sexta-feira, dia 15 de fevereiro. O mercado continua esperando uma volta da nação asiática às compras da soja norte-americana, mas as sinalizações ainda são fracas.


"Se as compras não se materializarem, o que parece ser mais provável por enquanto, uma possível melhora no clima no Brasil permitindo uma recuperação nos trabalhos de colheita e as incertezas que continuam rodando o Coronavírus podem voltar a pressionar as cotações futuras de soja neste início de segunda quinzena de um mês de fevereiro que até agora tem sido positivo", explica Steve Cachia, consultor de mercado da AgroCulte e da Cerealpar.


Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:


Soja sobe até 2,6% no interior do Brasil com demanda e dólar ainda forte frente ao real


A combinação da renovação da máxima histórica do dólar junto de pequenos ganhos na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (13) promoveram uma nova rodada positiva para os preços da soja no mercado brasileiro.


Algumas praças do interior do Brasil chegaram a marcar altas fortes de até 2,67%, como foi o caso de Brasília, onde o preço foi a R$ 77,00 por saca. Em praças como Luís Eduardo Magalhãs, na Bahia, e Assis, em São Paulo, foram a R$ 80,00 com ganhos de mais de 1% somente nesta quinta.


 


Nos portos, as referências subiram 0,57% e terminaram o dia variando entre R$ 88,00 e R$ 88,50 por saca.


Não só o dólar alto, mas também a demanda forte pela soja brasileira tem sido importante fator de suporte e estímulo aos preços neste momento. O mercado vê ainda algum atraso na colheita e, consequentemente, certa “demora“ na chegada da nova oferta e o cenário também favorece a formação de indicativos melhores.


"A soja permanece com preços aquecidos pelo câmbio e pelos prêmios voltando a subir em meio a uma retomada das compras chinesas nos portos brasileiros nestes últimos dias", explica a ARC Mercosul.


DÓLAR


O dólar, que subiu forte durante o dia, recuou, passando por um ajuste e fechou com perda de 0,34%, mas ainda sendo cotado a R$ 4,33. O movimento de baixa veio na sequência de uma intervenção do Banco Central com uma oferta líquida de swap cambial pela primeira vez em um ano.


MERCADO INTERNACIONAL


Nesta quinta-feira, o mercado da soja na Bolsa de Chicago fechou com leves altas, depois de iniciar o dia operando timidamente em campo negativo. No entanto, como explicam analistas e consultores, o mercado ainda não consegue definir uma direção.


O otimismo que invadiu os mercados ontem parece estar se dissipando com as notícias novas sobre o surto do coronavírus, apesar do progresso nas pesquisas. A província de Hubei, epicentro da crise, registrou 242 mortes pelo vírus somente nesta quarta, 12 de fevereiro e 14.840 novos casos. Esse foi o dia em que mais mortes foram registradas.


O que ainda dá algum suporte aos preços na Bolsa de Chicago são as expectativas de que a China voltará de forma um pouco mais expressiva às compras no mercado norte-americano a partir de 15 de fevereiro, que é quando entra em vigor a fase um do acordo comercial entre os dois países.

Fonte: P do A.
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