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 Soja e o Mercado.
17 de Marco, 2020 - 11:31
Soja sobe em Chicago neste dia e recupera parte das baixas intensas do pregão anterior
     

 Como tradicionalmente acontece após sessões de baixas muitos intensas, o mercado da soja sobe no dia de hoje. Os futuros da oleaginosa, por volta de 7h45 (horário de Brasília), subiam entre 6 e 7 pontos nos principais contratos, com o maio valendo US$ 8,28 e o julho, US$ 8,36 por bushel.


Os negócios seguem focados nas questões ligadas ao coronavírus e à crise econômica global diantes dos efeitos da pandemia.


"Neste momento não há muito que adicionar. Covid-19 assustando o mercado, crise econômica global amedrontando a todos e sem compras de soja americana pela China. Assim, as cotações futuras internacionais do complexo soja dificilmente se sustentam, mesmo após reação técnica", explica Steve Cachia, consultor de mercado da AgroCulte e da Cerealpar.


As demais commodities também operam em alta, porém, um pouco mais contidas nesta manhã de terça, à exceção do petróleo, que tem alta de mais de 2,5% em Nova York, com o barril do WTI valendo US$ 29,76. Café e açúcar, na contramão, testam leves perdas, assim como o ouro.


As bolsas de valores têm novo dia de baixas na Europa e, na China, os índices acionários testam suas mínimas em seis semanas diante das novas informações.


Os traders seguem muito atentos às notícias sobre o crescimento do número de casos e óbitos em todo mundo, além dos efeitos severos que já podem ser registrados em importantes economias globais, com centenas de pessoas em quarentena.


 


Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:


 


Soja em Chicago já estaria próxima de um piso, diz consultor. Mas recuperação dos preços, só com China voltando às compras


Soja brasileira é entre 18 e 20 dólares por tonelada mais barata que a americana e demanda chinesa segue firme


Se os preços foram intensificando fortemente suas baixas na Bolsa de Chicago no pregão desta segunda-feira (16) para encerrar o dia com perdas de quase 30 pontos nos principais contratos, o dólar no Brasil renova sua máxima e fecha, pela primeira vez, acima dos R$ 5,00 e com uma alta de mais de 4% somente nesta sessão.


O movimento se mantém como o mais importante e forte suporte para os preços da soja brasileira, que segue como o produto mais atrativo para os compradores. Nesta terça, os indicativos nos principais terminais nacionais variaram entre R$ 95,00 e R$ 96,00 por saca. E em um dia novo de turbulência, o ritmo de negócios foi muito tímido.


"O mercado é Brasil agora", explica o chefe do setor de grãos da DATAGRO, Flávio França Junior. "É um bom momento para venda de soja, de milho, e vejo o pessoal aproveitando. E acho que tem mesmo que aproveitar, o importante é só cuidar sobre a destinação dos recursos", diz.


França lembra ainda que o Brasil já está bem vendido na safra 2019/20 e que isso contribui, inclusive, com uma manutenção também dos prêmios para a soja brasileira. A expectativa da DATAGRO é de que as exportações do Brasil em 2020 alcancem as 76 milhões de toneladas e para o analista, cerca de 70% deste volume já estaria comprometido.


BOLSA DE CHICAGO


A despencada de quase 3% dos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago continuam reflexo das notícias ligadas à pandemia do coronavírus. As commodities todas recuaram nesta segunda-feira, e somente no petróleo em Nova York passaram de 9%.


A aversão ao risco é intensa diante do crescimento do movimento especulativo no mercado, que tenta antecipar quais serão os reais impactos do vírus na economia global. Instituições de todos os tipos, mundo a fora, já reduzem drasticamente suas projeções para o crescimento econômico global e promovem um pânico generalizado.


E para Flávio França, os preços em Chicago podem testar níveis ainda mais baixos diante da falta de uma notícia positiva que pudesse promover uma recuperação consistente das cotações. "O mercado poderia testar os US$ 8,00, mas sem muito espaço para vir muito abaixo disso".


Uma vacina ou um tratamento ainda não foram encontrados e, nesta segunda, a OMS (Organização Mundial de Saúde) afirmou que continuam sendo realizados testes em cima de testes, porém, ao mesmo tempo, disseram ainda que já há relatos de mortes de crianças pelo coronavírus.


Em todo mundo já são mais de 7 mil mortes causadas pelo Covid-19, mais do que o total registrado na China, de 3217, local onde começou o surto. No Brasil, são 234 casos confirmados e mais de 2 mil suspeitos.

Fonte: P do A.
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