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 Projeção de Negócio.
19 de Marco, 2020 - 15:16
Sem feiras, indústria de máquinas e bancos projetam "dias turbulentos" e menos negócios
     

 O adiamento de grandes eventos do agronegócio por conta da epidemia generalizada do coronavírus deve afetar pesadamente o setor de máquinas e implementos agrícolas neste ano.


Das seis maiores feiras do setor que ainda seriam realizadas em 2020, apenas Bahia FarmShow e ExpoInter não mudaram de data. Já foram adiadas Tecnoshow Comigo, Agrishow, AgroBrasília e ExpoLondrina. Juntas, essas seis feiras somam um volume de negócios da ordem de R$ 12,6 bilhões.


"O adiamento das feiras certamente terá impacto no setor. É um conjunto da epidemia do coronavírus com o ânimo das pessoas em fazer negócios, que é muito maior em uma feira”, afirma o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Pedro Estevão Bastos.


Segundo ele, "os próximos 60 a 90 dias serão bem turbulentos". "No caso da Abimaq, a gente tinha a expectativa de crescer até 7% ao longo deste ano. Os meses de janeiro e fevereiro mostraram que isso era possível, já que o faturamento em Cascavel (PR) foi muito bom", diz, em referência ao faturamento de R$ 2,7 bilhões da Show Rural, em fevereiro, cerca de 500 milhões (22,7%) a mais do que em 2019.


Apoio do governo


Neste momento, a preocupação cresce ainda mais na indústria, já que a venda de equipamentos para o segmento do agronegócio caiu para 43.855 unidades no ano passado comparado a 2018 (cerca de 4 mil a menos), entre tratores de rodas e de esteiras, colheitadeiras de grãos, colhedoras de cana e retroescavadeiras.


 


No começo deste ano, já foi observada uma ligeira queda de 200 unidades no primeiro bimestre em relação ao mesmo período de 2019, com 5.324 unidades.


Em nota, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) evita projetar uma possível queda nas vendas ano, mas confirma que "espera impactos negativos" com o coronavírus. A associação disse ainda que o setor estuda propostas para mitigar esses impactos, e que “apresentará ao governo na ocasião mais propícia”.


O novo cenário de agravamento da crise econômica contrasta com a estimativa traçada pela própria Anfavea em janeiro, quando esperava aumentar a comercialização de máquinas agrícolas em até 2,9% e vender 45 mil unidades no país.


Efeito dominó


Com a expectativa de queda brusca na demanda por crédito rural para investimentos em máquinas e implementos agrícolas, os bancos também devem ter um volume financiado muito menor para este ano.


Sem as feiras, onde apresentam inovações e fazem contato direto com os produtores, e diante da maior instabilidade econômica e política, a leitura é de que fica mais difícil convencer o agricultor a investir.


Atualmente, a carteira de máquinas e equipamentos do Santander soma R$ 2 bilhões, sendo R$ 600 milhões a mais apenas no ano passado. Para Aguiar, pesará na decisão dos produtores a necessidade real de renovação do maquinário.


O diretor de agronegócios do Bradesco, Roberto França, concorda que a feira é um polo de atração de negócios e que, sem isso, o cenário é de incerteza. “Nós lamentamos profundamente porque toda a dinâmica o mercado se organizou em torno dessas feiras. É o momento onde alavancamos resultados”, diz.


França explica que o financiamento agrícola está dividido entre investimento, custeio e a comercialização da pecuária. A carteira do Bradesco para financiamento de máquinas e implementos é da ordem de R$ 7 bilhões e cresce a uma taxa de cerca de 20% ao ano. Mas o diretor de agronegócios do banco entende que as instituições terão de ser criativas para conseguir manter o volume de negócios.


Fabricação e peças


Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos da Abimaq, vê um impacto menor no caso do fornecimento de peças importadas, que costumam servir de complemento ao maquinário, como chips usados em monitores, displays, computadores e conectores wi-fis.


No final de fevereiro, em entrevista à Globo Rural, Bastos havia afirmado que poderia faltar entre 10% a 15% desses componentes. Em alguns casos, esse número poderia chegar a 20%, já que a China, epicentro do coronavírus, é o maior fornecedor do mundo.


"Me parece que a China está saindo do pico do problema e voltando ao normal", observa. Entretanto, caso ocorra a necessidade de abastecimento de componentes de outras regiões, como Europa e América do Norte, a leitura é de total imprevisibilidade. "Como é algo que nunca vimos, é difícil prever cenários", completou.

Fonte: P do A.
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