A cuidadora de crianças Tafnes Cavalheiro de Souza, de 19 anos, foi identificada como a acusada de produzir vídeos de exploração sexual infantil e enviar o material para o empresário Fábio Serafim de Oliveira, de 42 anos, preso pela Polícia Civil nesta quarta-feira (15), em Sorriso (398 km de Cuiabá).
Tafnes está presa desde o dia 30 de junho, após uma denúncia feita por uma pessoa que mantinha contato com uma das vítimas e percebeu um comportamento estranho. A suspeita admitiu o crime e permanece presa.
A partir da prisão de Tafnes, a Polícia Civil chegou até Fábio Serafim, proprietário de um posto de combustíveis às margens da BR-163.
Ele foi alvo da Operação Puer Defensus, deflagrada para apurar crimes de estupro de vulnerável, divulgação e armazenamento de material de exploração sexual infantojuvenil.
Durante a operação, foi cumprido um mandado de prisão contra o empresário e dois mandados de busca e apreensão, sendo um contra Fábio e outro contra a esposa dele, de 45 anos, também investigada por possível participação nos fatos.
A mulher, que não teve o nome divulgado, foi alvo de medidas cautelares diversas da prisão, incluindo quebra de sigilo telefônico e apreensão de equipamentos eletrônicos.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais apreenderam armas de fogo e munições, aparelhos celulares, computadores, mídias de armazenamento, chip do sistema de câmeras de segurança, fitas VHS e outros objetos.
Os materiais serão encaminhados para perícia e analisados no decorrer da investigação.
Investigação
Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após a prisão de Tafnes, suspeita de aliciar menores de idade e fornecer material audiovisual contendo exploração sexual infantil.
A partir da extração de dados do aparelho celular da investigada e de sua confissão, foi possível identificar o casal alvo da Operação Puer Defensus.
As diligências apontaram a existência de vídeos e fotografias envolvendo vítimas menores de idade e o empresário investigado, o que fundamentou o pedido das medidas cautelares autorizadas pelo Poder Judiciário.
As investigações continuam sob sigilo devido à natureza dos crimes e ao fato de as vítimas serem menores de idade.
A Polícia Civil busca esclarecer completamente os fatos, identificar eventuais coautores e responsabilizar criminalmente os envolvidos.


























