Criticado por não comparecer à Assembleia Legislativa e gravar vídeos de conotação política durante o horário de expediente, o ex-deputado Ulysses Moraes (Podemos) pediu exoneração na última semana. A informação foi confirmada pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi (Podemos).
“Ele pediu pra sair. Já encaminhei o pedido ao Recursos Humanos e ele deve estar se desligando da Assembleia para poder tocar a sua vida”, declarou Russi nesta quarta-feira (27).
Ulysses foi deputado na legislatura anterior (2019-2023) e, após não se eleger deputado federal em 2022, conseguiu um cargo comissionado no legislativo estadual. Em março de 2023, foi nomeado como Superintendente de Relações Internacionais da Assembleia Legislativa com salário de R$ 17.274,69.
Porém, ele tem chamado a atenção por sua atuação como “influencer político”. Em suas redes sociais, posta vídeos abordando pessoas nas ruas, geralmente simpatizantes do espectro político da esquerda, para ridicularizá-los. As gravações são feitas tanto em Cuiabá como em outros estados. Em janeiro, participou, praticamente desde o início, da caminhada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que partiu de Minas Gerais a pé até Brasília.
Recentemente, o deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou que chegou a questionar a Mesa Diretora sobre a situação do ex-deputado. Segundo Campos, a função dele deveria ser exercida internamente, mas o ex-deputado não era visto na sede do Legislativo.
Neste ano, ele tentará retornar à Assembleia Legislativa, já tendo se posicionado como pré-candidato a deputado estadual.























