O câncer de mama continua sendo o câncer mais frequente entre as mulheres brasileiras, excluindo-se os tumores de pele não melanoma. Para o triênio 2026–2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 78.610 novos casos por ano no Brasil.
Nas últimas décadas, temos observado um aumento da incidência da doença em diferentes regiões do mundo. Embora o risco aumente com a idade, o câncer de mama também pode ocorrer em mulheres jovens. Nos países de baixa e média renda, o desafio é ainda maior, especialmente porque muitas mulheres chegam ao diagnóstico em estágios mais avançados, o que contribui para resultados menos favoráveis.
É justamente por isso que precisamos falar sobre detectar lesões pequenas, antes que possam ser percebidas pelo toque ou provoquem sintomas.
A mamografia tem papel fundamental nesse cenário, pois pode identificar alterações ainda muito pequenas, muitas vezes não palpáveis. Dependendo da idade, da densidade mamária, dos antecedentes pessoais e familiares e de outros fatores de risco, exames complementares, como a ultrassonografia e a ressonância magnética, podem ser indicados pelo médico.
Quanto mais cedo o câncer de mama é diagnosticado, maiores são as possibilidades de tratamento e melhores são os resultados. Quando descoberto em estágios iniciais, apresenta elevadas taxas de sobrevida, próximas ou superiores a 90% em determinados grupos, além de frequentemente permitir tratamentos menos agressivos, com melhores resultados funcionais e estéticos.
Por isso, o objetivo dos exames de rastreamento não é simplesmente “procurar um câncer”. É possível encontrá-lo, caso exista, quando ainda é pequeno e as possibilidades de tratamento são maiores.
Também é importante lembrar que nenhuma mulher deve esperar pelo próximo exame de rotina se perceber alguma alteração nas mamas. Nódulo, retração da pele ou do mamilo, secreção sanguinolenta, alteração persistente da pele ou aumento de linfonodos na axila merecem avaliação médica.
Neste Outubro Rosa, mais do que vestir uma cor, precisamos fortalecer uma cultura de cuidado. Conhecer as próprias mamas, realizar acompanhamento médico e fazer os exames indicados para cada idade e perfil de risco são atitudes que podem fazer toda a diferença.
Porque, no câncer de mama, descobrir cedo significa ampliar as possibilidades de cura, preservar vidas e escrever novos capítulos para muitas mulheres.




























