O diretório estadual do Partido Agir em Mato Grosso moveu uma representação eleitoral e impugnação à pesquisa eleitoral de um levantamento publicado nesta semana pelo “MT Dados Assessoria e Marketing Ltda-ME”.
O partido aponta uma série de supostas deficiências técnicas objetivas na pesquisa como, por exemplo, captação por autosseleção; captação por impulsionamento pago e direcionado nas redes sociais da Meta; incompatibilidade estrutural entre o método PPT declarado e o instrumento de coleta, que não captura bairro ou setor censitário; recorte regional sem fonte e materialmente incorreto que distorce o peso amostral e inconsistências numéricas não conciliada.
Segundo o partido, os vícios apontados são estruturalmente idênticos aos que já levaram o TRE a impugnar uma pesquisa de outro instituto.
Pesquisa por impulsionamento
Segundo o Agir, a modalidade virtual da pesquisa utilizou-se de impulsionamento pago, reforçando que tal ferramenta permite ao instituto direcionar ao público que quiser a pesquisa.
“O conteúdo veiculado por promoção paga (Meta Ads) permite à representada, ou a quem tenha contratado o impulsionamento, direcionar a exibição do anúncio e do formulário a públicos segmentados por critérios próprios da plataforma, tais como localização, idade, interesses, comportamento de navegação e engajamento prévio
com páginas ou conteúdos de natureza política, entre outros parâmetros de segmentação disponíveis no gerenciador de anúncios da Meta. Esse direcionamento é o oposto da “navegação de rotina” e da aleatoriedade declaradas no registro: substitui a exposição espontânea e não controlada do usuário por uma seleção prévia, feita pelo próprio anunciante, de qual público terá acesso ao questionário”, argumentou o partido, na representação.
O partido também questiona os métodos de Probabilidade Proporcional ao Tamanho (PPT), fundamentado em municípios e setores censitários obtidos junto ao IBGE, para fins de distribuição das entrevistas nas “7 regiões” do Estado.
“Ocorre que o questionário efetivamente aplicado em campo, ora juntado a esta representação, não contém qualquer pergunta destinada a capturar o bairro, o logradouro ou o setor censitário do entrevistado. Pior ainda: o questionário trata as respostas como OPCIONAIS. O único filtro de natureza geográfica constante do instrumento é a pergunta de item 05 das instruções ao pesquisador (“Você vota neste município? [caso não vota, agradeça e encerre a entrevista]”), que apenas confirma o município de votação, sem qualquer desdobramento para unidade territorial inferior”, completou o Agir.
O Agir requer ao TRE a suspensão imediata da pesquisa e notificação da Meta para apresentar os critérios de impulsionamento adotados pelo instituto. No mérito, pede a procedência da representação e aplicação de multa ao instituto.


















