O deputado estadual Júlio Campos disse ver como inevitável um racha no União Brasil em relação ao Governo do Estado e defendeu que os membros sejam liberados para apoiar nomes de outros partidos na disputa.
A sigla vive um impasse entre lançar o senador Jayme Campos ao Governo ou apoiar a reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Para Júlio, a decisão na sigla será resolvido com a liberação dos filiados para apoiarem um dos dois nomes na eleição de 4 de outubro.
“Há um pré-entendimento que, caso esse grupo de possíveis dissidentes da candidatura do Jayme Campos queira apoiar o candidato republicano Otaviano Pivetta, que não tenha nenhum problema. Será liberado”, disse o parlamentar à imprensa nesta quarta-feira (8).
“O próprio ex-governador Mauro Mendes, que é nosso pré-candidato ao Senado, já está assegurado a ele a liberdade para apoiar o seu amigo, Pivetta. Não há nenhum problema”, acrescentou.
Os membros com direito a voto na sigla, cerca de 50, vão definir na convenção no próximo dia 30 se o partido terá mesmo o nome do senador na disputa ou se apoia Pivetta.
O impasse foi formado desde o fim do ano passado, quando Mendes, que é presidente do União Brasil no Estado, definiu que apoiaria Pivetta. Depois disso, Jayme reforçou a mobilização pelo direito de candidatura própria.
“Antes de chegar no racha do União Brasil, nós temos que submeter a apreciação do resultado da convenção do União Brasil ao Partido Progressista, que é nosso federado junto”, explicou Júlio.
“Eu acredito que a tese da candidatura própria tenha maioria absoluta, ou seja, aproximadamente 35 votos dos 50 votantes”, disse.
A “saída” apontada pelo deputado contemplaria também a decisão já tomada pelo PP, que, já definiu pelo apoio a Pivetta. O partido e o União Brasil formam a Federação União Progressista. Júlio mencionou um acordo prévio de acatar a dissidência já feito com o presidente do PP, ex-deputado federal Nilson Leitão.
“Foi-se confirmado que, caso a União Brasil defenda a candidatura própria, não terá nenhuma contestação por parte dos progressistas. Não teria nenhuma dificuldade a federação também aceitar esse resultado”, disse o deputado.
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