O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), elevou o tom das críticas ao senador Wellington Fagundes (PL) e ao Senado Federal ao afirmar que o parlamentar seria um “representante legítimo” do que classificou como um “Senado covarde”. A declaração foi dada nesta segunda-feira (7), durante coletiva de imprensa realizada após as comemorações da Independência do Brasil em Cuiabá.
Ao comentar a atuação de Wellington no Congresso Nacional, Pivetta acusou o senador de priorizar interesses políticos e indicações em detrimento das atribuições parlamentares. Segundo o governador, o liberal personifica um modelo de atuação que, em sua avaliação, contribui para a falta de enfrentamento de temas institucionais relevantes pelo Senado.
“Esse cara [Wellington] nunca cumpriu com a obrigação dele como parlamentar, ele sempre esteve lá cuidando de interesses pequenos, miúdos, querendo indicar diretor do DNIT, querendo indicar ministro, lotear governo, fazer negócios, é isso, ele é especialista nisso, ele representa esse modelo desse Supremo algemado, aliás desse Senado covarde que está lá. Ele é um representante legítimo desse Senado”, afirmou.
As declarações ocorreram após Pivetta ser questionado sobre críticas direcionadas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes. Embora tenha saído em defesa da Corte como uma das instituições fundamentais da democracia, o governador argumentou que cabe ao Senado exercer o papel de fiscalização e eventual responsabilização dos integrantes do Supremo.
“O STF é um dos tripés da democracia. Lá dentro tem juízes que podem ser retirados, isso só depende do Senado Federal, de mais ninguém. De 81 homens e mulheres que estão lá colocados pelo povo, se eles quiserem tirar todos os 11 juízes que têm lá, eles tiram. Se quiserem deixar todos lá, eles deixam. Não mexe com ninguém, por quê? Porque a maioria deles tem rabo preso, não tem liberdade”, declarou.
Pivetta também afirmou que os senadores estariam deixando de cumprir o papel para os quais foram eleitos, o que, segundo ele, teria reflexos negativos para a população brasileira.
“O povo dá o voto, dá o mandato, e as pessoas sem liberdade vão lá e não fazem o que tem que fazer. É por isso que nós pagamos esse preço dolorido, o povo, a pátria inteira sofrendo, o povo todo sofrendo dor, e um Congresso, o 81 senadores que não cumprem a função”, disse.
O governador ainda reforçou que nenhuma autoridade está acima da lei e voltou a defender que o Senado exerça suas prerrogativas constitucionais em relação aos ministros da Suprema Corte. Sem citar casos específicos, Pivetta afirmou que eventuais ilícitos devem ser julgados nas instâncias competentes e voltou a cobrar uma mudança na composição da Casa.
“Ninguém está acima da lei, nem presidente da República, nem governador, nem deputado, nem juiz. Se alguém cometeu ilícito, é preciso ser julgado e tem o foro adequado para tratar disso. No caso do Supremo é o Senado Federal, mas com senadores sem compromisso com o sentimento da população, nada vai acontecer. Então tem que trocar de senador agora”, concluiu.
























