REFORMA DO JUDICIÁRIO

Taques defende mandato de 12 anos para ministros do STF em programa eleitoral

CPI do Crime Organizado (CPICRIME) realiza oitiva do ex-governador de Mato Grosso. A CPI apura suspeitas de lavagem de dinheiro e uso do comércio de joias para movimentar recursos de facções, além de avaliar a eficácia das políticas públicas de combate à lavagem de dinheiro no País. A finalidade da comissão é apurar a atuação, expansão e o funcionamento de organizações criminosas no território brasileiro, em especial de facções e milícias, de modo a permitir a identificação de soluções adequadas para o seu combate, especialmente por meio do aperfeiçoamento da legislação atualmente em vigor. Mesa: ex-governador de Mato Grosso, José Pedro Gonçalves Taques - em pronunciamento. Foto: Pedro França/Agência Senado

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O candidato ao Senado Pedro Taques (PSB) defendeu alterações nas regras de composição do Supremo Tribunal Federal (STF) no terceiro programa do horário eleitoral. Entre as medidas apresentadas estão a criação de mandato de 12 anos para ministros da Corte, a elevação da idade mínima para ingresso no tribunal e mudanças nas decisões individuais.

No programa, Taques cita o Banco Master ao defender maior rigor na apuração de relações envolvendo agentes públicos e instituições privadas. O candidato cobra investigação sobre um contrato relacionado à instituição. “Faz tempo que eu venho falando. Esse contrato precisa ser investigado. Agora vocês viram o que está acontecendo”, afirma.

Na sequência, Taques apresenta as mudanças que pretende levar ao Senado para a composição do STF. Ao tratar do tempo de permanência dos integrantes da Corte, defende a criação de mandato para os ministros. “Primeiro, mandato para ministro do Supremo Tribunal Federal. Chega de ministro com 40 anos no Supremo”, afirma o candidato.

A proposta prevê mandato de 12 anos e elevação de 35 para 60 anos da idade mínima para ingresso no STF. “Nós precisamos de ministro com mandato e no máximo de 12 anos. Chega de 35 anos como idade mínima, tem que ser 60”, diz.

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Outro ponto apresentado pelo candidato são as decisões monocráticas, tomadas individualmente pelos ministros. Taques questiona o alcance desse tipo de decisão e sustenta que o tema precisa ser revisto dentro de uma proposta de reforma das regras que disciplinam a atuação do Supremo Tribunal Federal.

Ao encerrar o programa, Taques relaciona as medidas apresentadas à atuação que pretende exercer no Senado e destaca que Mato Grosso escolherá dois representantes para a Casa nas eleições deste ano. O candidato defende que a renovação das instituições também depende das escolhas feitas pelo eleitor.

“Este ano você tem a chance de passar o Brasil a limpo, ajudar a limpar Mato Grosso, ajudar a limpar o Senado e o Supremo Tribunal Federal. Você sabe, pode eleger dois senadores”, destaca.

Assista ao vídeo:

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