CRISE NO PL

Flávia Moretti avalia deixar PL após desgaste com direção e apoio a Pivetta

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), admitiu que pode deixar o Partido Liberal após o agravamento do desgaste com a direção estadual da legenda. Nesta segunda-feira (21), ela afirmou que atualmente mantém apenas o vínculo formal de filiação com o PL e disse não descartar uma mudança partidária. A crise ocorre depois de a prefeita declarar apoio à reeleição de Otaviano Pivetta (Republicanos), adversário de Wellington Fagundes (PL) na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

“Eu não estou tendo relacionamento algum com o partido, até porque hoje eu só sou filiada ao PL”, afirmou Flávia durante coletiva de imprensa. Questionada sobre a possibilidade de ser expulsa da legenda, respondeu: “Não, não temo expulsão. Não temo expulsão”.

A prefeita também revelou ter sido procurada por dirigentes de outras siglas interessados em recebê-la caso decida sair do PL. Ela não informou quais partidos fizeram os convites. Perguntada se considera deixar a legenda, respondeu: “A gente não descarta”.

Flávia relata falta de diálogo com Ananias

Segundo Moretti, o desgaste não começou apenas durante a atual campanha. A prefeita afirmou que procura, desde o ano passado, estabelecer diálogo com o presidente estadual do PL, Ananias Filho, para tratar de problemas políticos internos, mas que não obteve o encaminhamento esperado.

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“Desde o ano passado, sempre procurei o presidente Ananias, sempre tentando um diálogo, tentando uma solução para os problemas, até políticos, que eu enfrentava dentro do PL, mas infelizmente não teve êxito”, declarou.

A posição atual representa uma mudança em relação ao início do ano. Em março, Flávia chegou a anunciar apoio a Wellington Fagundes e afirmou publicamente: “Sou partidária, sou PL”. Meses depois, mudou de posição e passou a apoiar Pivetta, justificando a escolha pela parceria administrativa entre o Governo do Estado e Várzea Grande.

PL reduz tom sobre possível expulsão

A manifestação de Flávia ocorreu no mesmo dia em que Ananias Filho amenizou o discurso sobre a possibilidade de expulsar prefeitos do PL que apoiam Pivetta. No início de setembro, ele havia informado que os casos de Flávia, Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, e Sérgio Machnic, de Primavera do Leste, seriam submetidos à Comissão de Ética e chegou a dizer que, se fosse relator, votaria pela expulsão.

Nesta segunda-feira, porém, Ananias afirmou que os procedimentos disciplinares ainda não foram formalmente iniciados e que a eventual punição dependerá de análise jurídica. “Eu mantenho a decisão de que vai ter a comissão e o processo, mas não sei qual punição”, afirmou. A fala deixa aberta a possibilidade de sanções diferentes da expulsão.

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O presidente estadual do PL, no entanto, manteve uma consequência política: segundo ele, os prefeitos que romperam com a orientação partidária não deverão permanecer no comando dos diretórios municipais da legenda, independentemente da decisão final da Comissão de Ética.

O conflito integra uma divisão mais ampla do PL em Mato Grosso durante as eleições de 2026. Embora Wellington Fagundes seja o candidato oficial da legenda ao Governo, prefeitos filiados ao partido, entre eles Flávia Moretti e Cláudio Ferreira, declararam apoio público a Pivetta.

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