PROTEÇÃO E AUTONOMIA

Taques e Guelda defendem programa Mulher Livre, Mulher Viva para prevenir feminicídios

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O candidato ao Senado Pedro Taques (PSB) e a suplente Guelda Andrade (PT) defendem um conjunto de medidas para prevenir o feminicídio, ampliar a proteção às vítimas de violência e criar condições para que mulheres possam reconstruir a vida com autonomia econômica. O eixo central é o programa Mulher Livre, Mulher Viva, que prevê a atuação do Estado desde os primeiros sinais de violência.

Entre as medidas estão o fortalecimento das medidas protetivas, monitoramento de agressores, atendimento humanizado, Delegacias da Mulher funcionando 24 horas e ampliação da Casa da Mulher, reunindo atendimento jurídico, psicológico, social e de saúde.

“Eu desejo é evitar o feminicídio”, afirma Taques. Segundo o candidato, a atuação precisa começar diante da primeira ameaça ou ofensa, antes que a violência se agrave. “Nós temos que empoderar a mulher para que ela possa ter a sua sustentabilidade econômica.”

Educadora, mestra em Educação pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), especialista em Gestão Escolar, servidora da educação pública e dirigente nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Guelda participa da construção da agenda de políticas para mulheres defendida pela chapa.

“Precisamos pensar também no dia seguinte. Depois da denúncia, da medida protetiva e do acolhimento, essa mulher precisa reconstruir a vida. É fundamental criar condições para que ela tenha formação, oportunidades de trabalho e independência financeira para seguir em frente”, explica a candidata a suplente.

Nesse eixo, o Renda Delas prevê apoio financeiro temporário para mulheres em situação de violência e sem renda, associado à qualificação profissional e à conexão com oportunidades de trabalho. Já o Mulher Empreendedora reúne capacitação, acesso ao crédito e ao mercado para quem pretende iniciar ou ampliar o próprio negócio.

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A agenda inclui ainda ampliação de creches e escolas em tempo integral e espaços de acolhimento para filhos de mães estudantes. Na saúde, o Cartão da Mulher no SUS busca fortalecer o acompanhamento da adolescência à velhice e ampliar o acesso aos cuidados necessários em cada fase da vida. O atendimento inclui acompanhamento psicológico, assistência social e jurídica.

Piso para segurança pública

Taques relaciona a proteção das mulheres à necessidade de estrutura permanente na segurança pública. Em outra frente, o candidato propõe a Lei de Responsabilidade da Segurança Pública, que estabelece um percentual mínimo do orçamento a ser obrigatoriamente aplicado na área, em lógica semelhante aos recursos vinculados para saúde e educação.

A proposta busca garantir recursos para efetivo, equipamentos e capacidade de atuação das forças de segurança. Mato Grosso registrou redução real de 10,9% nos gastos com segurança pública entre 2024 e 2025. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 mostram que as despesas passaram de aproximadamente R$ 4,40 bilhões para R$ 3,92 bilhões, cerca de R$ 480 milhões a menos em um ano.

“Nós defendemos os mil aprovados no concurso da PM, e eles foram chamados. Mas segurança pública não pode ser feita de improviso. Por isso eu defendo uma Lei de Responsabilidade da Segurança Pública, para garantir recursos e dar tranquilidade ao cidadão”, destaca Taques.

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Ele também questiona as prioridades na aplicação dos recursos públicos e cita como contraponto o Parque Novo Mato Grosso, que tem orçamento previsto de mais de R$ 1,5 bilhão no PPA 2024-2027. “Mato Grosso merece um parque como o Novo Mato Grosso? Merece, mas como justificar esse volume destinado para o parque enquanto faltam recursos em áreas prioritárias?”.

Para Guelda, a capacidade de prevenção depende da valorização dos profissionais da segurança, com efetivo adequado, formação continuada e condições de trabalho, além do uso da inteligência policial. Ela destaca ainda o papel das escolas e das comunidades na identificação de situações de risco antes que a violência se agrave.

“Não adianta atuar apenas na punição. Precisamos fortalecer a polícia e o serviço de inteligência e, ao mesmo tempo, investir na prevenção. A escola não está isolada da sociedade e pode ajudar a perceber situações de violência e vulnerabilidade antes que elas avancem”, acrescenta Guelda.

Por fim, Taques reforça que o enfrentamento à violência contra a mulher exige uma mudança de cultura. “Combater a violência contra a mulher não tem nada a ver com esquerda, com direita. Tem a ver com paz, tem a ver com a cultura contra a violência, tem a ver com a proteção da mulher.”

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