A atriz Alanis Guillen, que está no ar como a Lorena em “Três Graças”, da Globo, recorreu à Justiça do Rio de Janeiro e obteve uma medida protetiva após relatar episódios graves envolvendo sua ex-companheira, a produtora Giovanna Reis. A decisão, que saiu no final de abril, joga luz sobre um cenário delicado que mistura exposição, pressão emocional e alegações de perseguição. Ao mesmo tempo, reforça a preocupação com a segurança e o bem-estar psicológico da artista, hoje um nome consolidado na televisão.
Segundo o processo, a situação começou a se intensificar logo após o término do relacionamento, em março. Desde então, Giovanna teria passado a enviar mensagens frequentes para Alanis. No entanto, o teor dessas comunicações elevou o nível de alerta: de acordo com os autos, houve ameaças envolvendo a possível divulgação de aspectos da vida pessoal da atriz, o que contribuiu para um ambiente de tensão constante.
Além disso, Alanis relatou episódios em que a ex-companheira teria ido até sua residência sem autorização. Esse tipo de comportamento, somado às mensagens, aumentou significativamente a sensação de insegurança. Diante disso, a atriz decidiu buscar respaldo legal para conter a escalada da situação.
Justiça aplica Lei Maria da Penha
A defesa reuniu provas, incluindo registros de mensagens e testemunhos, que sustentaram o pedido. A resposta veio com base na Lei Maria da Penha, legislação que também abrange casos de violência psicológica e perseguição. Ao analisar o caso, o juiz considerou o risco de agravamento e os possíveis impactos à integridade emocional da atriz.
Em despacho assinado no dia 29 de abril, a medida foi classificada como necessária para preservar a privacidade e garantir proteção imediata. A decisão marca um passo importante na tentativa de interromper qualquer conduta invasiva ou ameaçadora.
Restrições e desdobramentos do caso
Com a determinação em vigor, Giovanna Reis não pode manter contato com Alanis por nenhum meio, incluindo telefone e redes sociais. Além disso, deve respeitar um distanciamento mínimo de 300 metros, tanto da residência quanto de outros locais frequentados pela atriz. Também fica proibida de divulgar qualquer informação relacionada à vida privada de Alanis.
Enquanto isso, o caso segue cercado por outras controvérsias. Após o término, vieram à tona publicações antigas atribuídas à produtora com teor racista e homofóbico. Diante da repercussão, Giovanna se manifestou publicamente, afirmando que as falas ocorreram no passado, quando ainda era menor de idade e enfrentava dificuldades emocionais.
Agora, com a medida protetiva, Alanis tenta retomar a rotina com mais tranquilidade. O episódio, por outro lado, amplia o debate sobre limites, exposição e a importância de mecanismos legais em situações de vulnerabilidade.



























