POLÊMICA NA ALMT

Projeto que libera animais em circos divide deputados e reacende debate sobre maus-tratos em MT

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Um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) provocou forte divisão entre deputados estaduais ao tratar do uso de animais em espetáculos circenses. A proposta, que originalmente proibia a utilização de animais, foi alterada por um substitutivo apresentado pelo deputado Gilberto Cattani (PL), passando a permitir a presença dos animais em circos. O texto já foi aprovado em primeira votação.

A mudança gerou reação imediata de parlamentares contrários à medida, como o presidente da Casa, Max Russi (Podemos), além dos deputados Diego Guimarães (Republicanos) e Janaina Riva (MDB). O projeto inicial, de autoria de Diego, previa a proibição do uso de animais domésticos, silvestres ou exóticos em apresentações circenses.

Diante da alteração, Diego apresentou um novo substitutivo para retomar a proposta original e levou o debate para as redes sociais. Em publicação conjunta com Janaina, os parlamentares classificaram a mudança como um retrocesso. “É inacreditável que um projeto que nasceu para proibir a exploração de animais em circos foi completamente distorcido para permitir maus-tratos. Isso é um retrocesso”, afirmaram.

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Autor do substitutivo que flexibiliza a regra, Cattani rebateu as críticas e defendeu a permanência dos animais nos espetáculos. “Pode falar, fui eu que fiz a modificação no projeto. No meu entendimento, proibir é um absurdo. Em muitos locais, como exposições, os animais são bem tratados”, disse.

O presidente da ALMT, Max Russi, também se posicionou contra a proposta e reforçou seu compromisso com a causa animal. “Vejo isso como um retrocesso. Meu voto é contrário a essa mudança. Tenho defendido a causa animal desde o primeiro dia de mandato e não é o momento de retroceder, mas sim de avançar”, declarou.

Russi ainda destacou ações já desenvolvidas no Legislativo voltadas à proteção animal, como a criação de uma câmara setorial temática e a destinação de recursos no orçamento estadual para políticas públicas da área. O projeto segue em tramitação e deve voltar ao plenário para nova votação.

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