Sob ameaça de expulsão do PL, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, voltou a contrariar a candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso e declarou apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Durante um ato político, com Pivetta no palco, Cláudio reconheceu que poderá sofrer consequências dentro do próprio partido, mas deixou claro que não pretende recuar.
“São os meus candidatos. O meu candidato a governador é Otaviano Pivetta. É Otaviano Pivetta. E eu sei, meus amigos, que vou pagar um preço, porque ele não faz parte do meu partido”, declarou.
Na sequência, o prefeito afirmou que as decisões partidárias não devem se sobrepor aos interesses da população.
“Mas os partidos existem para as pessoas, e não as pessoas existem para os partidos. Servir as pessoas com generosidade, com empatia, é o que me faz apoiar o senhor”, disse.
Cláudio também destacou a trajetória de Pivetta como prefeito de Lucas do Rio Verde, deputado estadual e vice-governador. Segundo ele, o republicano demonstrou “humildade, modéstia e firmeza” durante o período em que ocupou a vice-governadoria antes de assumir definitivamente o Palácio Paiaguás.
Em outro trecho do discurso, o prefeito citou como exemplo a ampliação do contrato da Santa Casa de Rondonópolis. O valor anual passou de R$ 94 milhões para R$ 268 milhões, permitindo a expansão dos atendimentos de média e alta complexidade. Cláudio afirmou que Pivetta agiu “sem vaidade” e praticamente triplicou os recursos destinados à unidade.
O apoio a Pivetta já havia sido anunciado por Cláudio em junho. Na ocasião, o prefeito disse que ficaria “ao lado de quem está ao lado de Rondonópolis”, mesmo que a decisão pudesse custar sua permanência no PL ou uma futura reeleição.
A postura provocou reação da cúpula liberal. O presidente estadual da sigla, Ananias Filho, admitiu a possibilidade de expulsão caso Cláudio descumpra as decisões partidárias. Wellington também iniciou uma articulação com a direção nacional para retirar da legenda prefeitos que aderiram ao palanque adversário.
O novo discurso mostra que, apesar da pressão, Cláudio não pretende abandonar Pivetta. A manifestação ocorre poucos dias depois de pesquisa Quaest apontar Wellington e o governador tecnicamente empatados na disputa pelo Palácio Paiaguás.
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