MINERAÇÃO EM ALTA

Mato Grosso desponta entre as maiores altas industriais do país com forte impulso do setor mineral

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Mato Grosso consolidou sua posição de destaque no cenário econômico nacional ao registrar um crescimento de 3,5% em sua produção industrial entre janeiro e maio deste ano. O índice, revelado pela Pesquisa Industrial Mensal do IBGE e destacado em reportagem da TV Centro América (TVCA) nesta segunda-feira (13), coloca o estado no seleto grupo das cinco maiores altas do país, superando com folga a média nacional de 1,4%.

Mais do que um avanço estatístico, o resultado mostra que a indústria local está ganhando maturidade. Em vez de apenas exportar recursos brutos, o estado passa a transformar a matéria-prima dentro de suas próprias fronteiras, gerando mais valor e riqueza internamente.

O grande motor dessa arrancada foi o segmento de extração de minerais não metálicos (como areia e brita), que disparou quase 24% no período.

Infraestrutura e força mineral

Para a deputada estadual Sheila Klener (PSDB), que traz a bagagem técnica de ser geóloga e servidora de carreira da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), esses números são o reflexo direto de um estado em plena expansão física e agrícola.

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“Esse crescimento mostra a força do mercado de construção civil e, principalmente, das obras de pavimentação de estradas, que estão extremamente aquecidas em Mato Grosso”, analisa a parlamentar. “Além disso, nossa produção de calcário, que abastece a agricultura e é uma das maiores do mundo, tem um impacto gigantesco na economia.”

Sheila também aponta para a diversificação do setor como um pilar de sustentação do crescimento, destacando a extração de polimetais (zinco, cobre e chumbo) e o avanço expressivo da exploração do ouro, que tem impulsionado a arrecadação da Cfem (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais) nos municípios produtores.

Geração de empregos e valorização do garimpo

À medida que o setor mineral se solidifica e se industrializa, a deputada faz questão de desmistificar a imagem de quem atua na ponta da cadeia produtiva, defendendo o papel social e econômico da atividade.

“A evolução da nossa mineração, especialmente a do ouro, deixa claro que o garimpeiro não é bandido. Estamos falando de um setor que produz, gera riqueza e é uma máquina de criar oportunidades: para cada emprego direto no garimpo, outros 13 postos indiretos são gerados na economia. Sem os recursos minerais, a vida moderna sequer existiria. O garimpeiro trabalha e constrói o futuro do nosso estado”, defende Sheila Klener.

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O desempenho recente da indústria consolida Mato Grosso não apenas como uma potência agropecuária, mas como um polo industrial e mineral em rápida expansão, capaz de transformar recursos naturais em desenvolvimento social e econômico.

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