ELEIÇÕES 2026

Medeiros diz que Bolsonaro alertou PL sobre risco de lançar dois candidatos ao Senado

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O deputado federal José Medeiros, pré-candidato ao Senado pelo PL, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro orientou o partido a concentrar forças em apenas um nome na disputa em Mato Grosso. Segundo ele, o receio era de que a sigla lançasse dois candidatos e acabasse sem eleger nenhum representante.

Nas eleições deste ano, os eleitores vão escolher dois senadores por estado. Por isso, partidos e federações podem lançar até dois nomes para a disputa. No entanto, de acordo com Medeiros, Bolsonaro avaliou que, em Mato Grosso, a melhor estratégia seria unificar os votos em uma única candidatura.

O parlamentar contou que chegou a se reunir com o ex-presidente para apresentar a possibilidade de o deputado estadual Gilberto Cattani também disputar o Senado pelo PL. A proposta, porém, foi descartada após conversa com Bolsonaro, que defendeu a concentração da votação.

“A gente corre o risco de lançar dois nomes e acabar não elegendo nenhum. Porque não é assim do jeito que a gente pensa. A gente lança dois nomes e fala: ‘ah, o cara vai votar no primeiro nome o candidato nosso, o segundo no outro’”, disse Medeiros, após a convenção partidária realizada nesta quarta-feira (22).

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Segundo ele, a ideia de lançar apenas uma candidatura ao Senado já vinha sendo discutida desde 2023. O PL tem como meta ampliar sua bancada a partir de 2027 e buscar maioria entre as 81 cadeiras do Senado.

Dobradinha com Mauro Mendes

Medeiros também negou que haja uma articulação para dobrar votos com o ex-governador Mauro Mendes (União), que também deve disputar uma vaga ao Senado. Os dois foram vistos nos últimos meses em eventos no interior, como feiras agropecuárias e exposições.

O deputado afirmou que cada candidatura seguirá em busca dos próprios votos e que a eventual composição da escolha será feita pelo eleitor.

“Nós vamos estar, cada um, buscando votos. São duas candidaturas e essa aproximação mesmo vai ser feita pelo eleitor, conhecendo aquele que ele vai entender”, afirmou.

“O eleitor é quem vai escolher o segundo nome”, completou.

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