O desembargador Orlando Perri rebateu as manifestações de colegas de que as suspeitas levantadas por ele sobre a escolha da lista tríplice para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) seriam baseadas em “fofoca” e afirmou ter “evidências” de que pode ter ocorrido interferência no processo.
“Com que régua alguns estão me medindo aqui? Eu tenho 43 anos de magistratura e nunca fui leviano a ponto de fazer alguma afirmação sem ter uma evidência mínima daquilo que estava afirmando. Desde quando eu sou homem de bater martelo no meu próprio dedo?”, afirmou.
“Vocês acham que eu, decano deste Tribunal, fiz todas aquelas afirmações sem ter evidências mínimas do que eu falei?”, acrescentou.
A sessão estava sendo transmitida ao vivo pelo TJ-MT, mas a transmissão foi interrompida durante a manifestação do desembargador.
Perri levantou suspeitas de “cartas marcadas” na escolha após quatro advogadas desistirem da disputa às vésperas da votação.
Apesar dos questionamentos, a votação foi concluída e o TJ-MT definiu a lista tríplice exclusivamente feminina. Foram escolhidas as advogadas Kamila Michiko Teischmann, com 24 votos; Mara Yane Barros Samaniego, com 22; e Angélica Rodrigues Maciel Felicardo, com 21 votos.
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