Integrantes do grupo religioso Resgatando Vidas, que tinha acesso à Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, são investigadas pela Polícia Civil por manter relações pessoais e, segundo os investigadores, de possível conotação sexual com presos durante visitas realizadas sob justificativa religiosa.
As informações constam em relatório da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), elaborado a partir de mensagens extraídas da conta iCloud de uma das investigadas. Em um dos diálogos, Wiara Lima Cadore afirmou que pretendia visitar diferentes detentos separadamente: “Vai ser um por um, para nenhum ficar brigado um com o outro. Então vou visitar todos”.
Em outra conversa citada pela investigação, após Wiara deixar o presídio, uma integrante perguntou se outra mulher havia “segurado a cortina” durante o encontro. “Segurou muito bem”, respondeu. Para a Polícia Civil, os diálogos apresentam conteúdo pessoal e afetivo incompatível com uma atuação exclusivamente religiosa e reforçam a suspeita de encontros íntimos com detentos.
A apuração também investiga se o acesso ao presídio era utilizado para transmitir informações ou atender interesses de integrantes de uma facção criminosa. Wiara não está entre os seis denunciados no processo principal, mas foi indiciada por falso testemunho, segundo a investigação, e sua situação é analisada separadamente.




























