A professora Karoliny Cardoso Viegas foi presa nesta quarta-feira (9) durante a Operação Insídia, deflagrada pela Polícia Civil para investigar um esquema de entrada clandestina de celulares e outros objetos no sistema prisional de Mato Grosso.
Segundo a Polícia Civil, Karoliny é contratada da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e trabalhava em salas anexas de uma escola estadual instaladas no Centro de Ressocialização de Várzea Grande, a Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas.
A investigação aponta que a professora teria recebido transferências via PIX feitas por reeducandos ou por familiares e visitantes cadastrados. A suspeita é de que os pagamentos estejam relacionados ao esquema investigado pela operação.
Karoliny foi localizada nas primeiras horas do dia em uma residência no bairro Parque Atalaia, em Cuiabá. O mandado de prisão foi cumprido por equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
Além da prisão, os policiais apreenderam o telefone celular da investigada, que deverá ser analisado no decorrer do inquérito.
Policial penal também é investigado
Um policial penal efetivo também é alvo da Operação Insídia.
De acordo com a Polícia Civil, ele é investigado por supostamente cobrar entre R$ 7 mil e R$ 10 mil por aparelho celular introduzido no presídio.
Os investigadores apuram a possível participação dos servidores em crimes de corrupção passiva continuada, facilitação e intermediação da entrada de aparelhos telefônicos em estabelecimento prisional e associação criminosa.
As suspeitas ainda estão sob investigação e não representam condenação dos envolvidos.
Oito ordens judiciais são cumpridas
Ao todo, a Polícia Civil cumpre oito ordens judiciais em Cuiabá no âmbito da operação.
Além dos mandados de prisão preventiva, foram expedidos dois mandados de busca e apreensão, dois bloqueios de valores e duas medidas de suspensão cautelar do exercício das funções públicas.
As decisões foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias da Capital.
O cumprimento das medidas é acompanhado pela Corregedoria da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).
A investigação segue em andamento para identificar a extensão do esquema, os responsáveis por intermediar a entrada dos aparelhos e eventual participação de outros servidores ou integrantes de organizações criminosas.
























