O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) está acusando a empresária Edileuza Machado, dono do Fly Park Buffet, em Cuiabá, de promover manobras fraudulentas para fugir de uma ação de cobrança movida pelo órgão que cobra R$ 22 mil em pagamentos de direitos autoriais.
O Ecad ainda aponta a suspeita de que a empresária de faz uso de identidade falsa para fugir de cobranças e ocultar patrimônio.
As denúncias foram apresentadas pelo Ecad em uma ação de cobrança que tramita na 6ª Vara Cível de Cuiabá.
Segundo o processo, desde 2024, a representante da empresa é procurada para ser citada na ação de cobrança, mas, sem sucesso.
O Ecad argumenta que o buffett e sua proprietária realizam “manobras fraudulentas” para fugir da citação para responder à ação, entre elas, a criação de diversas “empresas de papel” e troca de endereços.
“Ademais, pairam fundadas suspeitas de que os documentos utilizados para a abertura da FLY PARK BUFFET LTDA sejam fraudulentos e que seus sócios sequer existam ou possuam liame real com a atividade. Tal circunstância inviabilizaria a citação e o regular andamento da marcha processual, gerando um obstáculo intransponível à satisfação do crédito e ao resultado útil do processo”, descreveu o Escritório.
O processo foi movido em 2024 e até hoje a empresa ainda não foi citada pela Justiça nem tem nenhum advogado constituído no processo.
“Embora a ação tenha sido proposta originalmente contra a FLY PARK BUFFET LTDA, a análise detida da documentação societária e o comportamento processual do grupo indicam que tal entidade atua como uma “empresa de papel”. Ademais, pairam fundadas suspeitas de que os documentos utilizados para a abertura da FLY PARK BUFFET LTDA sejam fraudulentos e que seus sócios sequer existam ou possuam liame real com a atividade”, argumenta o Ecad.
Suspeita de uso de identidade falsa
Uma das empresas que, segundo o Ecad, foi aberta para fazer parte do grupo, está em nome de Edilene Ferreira de Souza, sendo que Edyleuza Ferreira Bravo atua como preposto da empresa.
“EDYLEUZA FERREIRA BRAVO é alegadamente nascida em 16/08/1978, possui filiação diferente e seu CPF foi emitido somente em 13/02/2017, sendo ainda relevante o fato de seu registro de nascimento ser inexistente no cartório indicado. Adicionalmente, paira grande suspeita sobre o nome EDILIENE FERREIRA DE SOUZA, que, embora nascida em 16/08/1973 (a mesma data de nascimento de Edileuza Machado), possui CPF emitido apenas em 27/07/2009”, afirmou o Ecad, em emenda à petição inicial de abril de 2026.
“Essa multiplicidade de nomes e documentos, com datas de emissão tardias e inconsistências nos dados de filiação, constitui forte indício de uma complexa estratégia para frustrar credores e diluir responsabilidades, mascarando a real identidade e o patrimônio da Sra.Edileuza Machado”, afirma o Ecad.
O Ecad ainda cita outros tipos de manobra como confusão patrimonial como mecanismo para driblar a satisfação de débitos.
O que diz o Fly Park Buffett
O Fly Park e a empresária Edileuza Machado foram procurados pela reportagem, mas não se pronunciaram até a publicação.




























