Fabiano Oliveira Borges, acusado pela Polícia Civil por matar a namorada Ana Cristina Pacheco Matos, foi encontrado morto nesta terça-feira (18), em Nobres, a 122 km de Cuiabá. Segundo informações, ele estava com as mãos amarradas e apresentava sete perfurações provocadas por disparos de arma de fogo.
Fabiano era procurado desde sábado (15), quando Ana Cristina foi morta dentro da residência onde morava, no bairro Alvorada, em Cuiabá. A jovem foi atingida por um tiro na nuca. O filho dela, de apenas 3 anos, estava no imóvel no momento do crime.
De acordo com a investigação, Fabiano não teria aceitado o fim do relacionamento e fugiu logo após o assassinato.
O corpo dele foi localizado nas proximidades de uma área de mata, em Nobres. As informações apuradas até o momento indicam que ele teria sido lançado de uma ponte antes de ser encontrado.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde será submetido a exame de necropsia. O procedimento deve ajudar a confirmar a causa da morte e esclarecer outras circunstâncias da execução.
Polícia investiga possível ajuda na fuga
Durante as buscas por Fabiano, a investigação também passou a apurar a possível participação de um policial militar na fuga do suspeito.
A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) já investigava a conduta do subtenente Joarez Candido Silva, que manteve uma ligação de aproximadamente oito minutos com Fabiano após a morte de Ana Cristina.
Segundo a apuração, o militar informou o contato à polícia horas depois. Em depoimento, afirmou que conversou com Fabiano na tentativa de convencê-lo a se entregar.
Assassinato de Ana Cristina
Conforme o boletim de ocorrência da Polícia Militar, moradores relataram que o casal discutiu durante a noite anterior ao crime. Por volta das 6h30 de sábado, vizinhos ouviram um disparo e viram Fabiano deixando o imóvel em uma motocicleta Honda Titan preta.
Ana Cristina foi encontrada ferida dentro da casa e chegou a receber socorro, mas não resistiu.
Com a localização do corpo de Fabiano, a DHPP agora trabalha em duas frentes: esclarecer completamente as circunstâncias da morte de Ana Cristina e identificar quem participou da execução do homem em Nobres, além de determinar onde e quando ele foi morto durante o período em que permaneceu foragido.
























