A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro recebeu um novo apelido de bastidor entre os aliados mais próximos dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ela passou a ser chamada de “Yoko Ono”, em uma clara alusão e crítica a um suposto papel desagregador que estaria exercendo no núcleo familiar e político da direita.
O estopim para a criação do apelido foi a divulgação de um vídeo em que a ex-primeira-dama faz duras críticas públicas ao próprio enteado, o senador e pré-candidato do partido à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (RJ). O racha interno evidenciou o tensionamento na relação entre Michelle e a ala comandada pelos filhos de Jair Bolsonaro.
A alcunha de “Yoko Ono” veio a público em uma postagem feita pelo jornalista e youtuber Kim Paim ao comentar os números da última pesquisa AtlasIntel. Ao citar uma publicação, Paim disparou que “13% apoiam a Yoko Ono”. O influenciador digital é notoriamente integrado e próximo a figuras centrais do núcleo duro bolsonarista, mantendo forte interlocução com o ex-vereador Carlos Bolsonaro.
A analogia faz referência à artista japonesa Yoko Ono Lennon, viúva do vocalista dos Beatles, John Lennon. Na cultura pop e no imaginário de parte dos fãs do grupo britânico, Yoko é frequentemente responsabilizada por intensificar os conflitos internos que culminaram no fim da icônica banda de rock na década de 1970.



























