OCUPAÇÃO EM VÁRZEA GRANDE

Vídeo mostra conjunto com 566 apartamentos ocupados em Várzea Grande e expõe falta de infraestrutura

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Um vídeo publicado pelo sargento Wagner Dias nas redes sociais chamou atenção para a situação de um complexo habitacional localizado na região do São Mateus, em Várzea Grande. As imagens foram registradas durante uma ronda policial e mostram dezenas de prédios de um empreendimento que, segundo o militar, permaneceu inacabado e posteriormente passou a ser ocupado.

Na gravação, Wagner apresenta o local aos seguidores e chega a compará-lo a uma “favela”, expressão usada pelo próprio policial ao comentar as condições encontradas na região.

“Você sabia que em Mato Grosso existe ‘favela’?”, questiona enquanto percorre o complexo.

As imagens mostram uma área formada por diversos blocos residenciais e chamam atenção para as condições de infraestrutura e acesso entre os prédios.

Empreendimento teria 566 unidades

Segundo Wagner Dias, o conjunto possui 566 unidades habitacionais e teria sido iniciado pela construtora Lúmen, mas as obras não foram concluídas.

O policial afirma que a ocupação dos imóveis começou em 2022, quando famílias passaram a utilizar apartamentos que ainda estavam inacabados.

De acordo com o relato apresentado no vídeo, parte do complexo enfrenta problemas relacionados a serviços básicos. O sargento menciona deficiência ou ausência de estrutura adequada de abastecimento de água, fornecimento de energia elétrica e sistema de esgoto.

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Ele também mostra dificuldades de circulação dentro da área e afirma que as condições de algumas vias dificultam ou impedem o acesso de veículos a determinados pontos do conjunto.

Policial relata suspeitas envolvendo facções

Durante o vídeo, Wagner Dias também afirma que algumas unidades seriam utilizadas por pessoas ligadas a facções criminosas.

Segundo o relato do sargento, haveria suspeitas de que determinados apartamentos fossem usados para armazenar armas e drogas.

As declarações, no entanto, representam a avaliação apresentada pelo policial durante a gravação. O vídeo, por si só, não comprova envolvimento dos moradores do complexo com atividades criminosas, nem permite atribuir as suspeitas ao conjunto da comunidade.

Eventuais crimes e responsabilidades individuais dependem de investigação e comprovação pelas autoridades competentes.

Situação expõe problemas de infraestrutura

Além das questões de segurança apontadas pelo policial, o vídeo reacendeu a discussão sobre as condições de moradia das famílias que atualmente vivem no empreendimento e sobre a situação de uma obra habitacional que permaneceu sem conclusão.

A publicação também levanta questionamentos sobre acesso a serviços públicos, regularização dos imóveis, segurança e condições estruturais do complexo.

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Não há, nas informações apresentadas no vídeo, detalhes sobre a atual situação jurídica do empreendimento, a responsabilidade pela manutenção da área ou eventuais medidas adotadas pelo poder público em relação às famílias que vivem no local.

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