SEM FUNDO ELEITORAL

Michelly Alencar acusa direção do União Brasil de restringir recursos para sua campanha

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A vereadora de Cuiabá e candidata a deputada estadual Michelly Alencar (União) voltou a expor as divergências com o comando do próprio partido durante a corrida eleitoral. Nesta terça-feira (15), a parlamentar afirmou que a direção estadual do União Brasil, comandada pelo governador Mauro Mendes, teria adotado critérios seletivos na distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral.

Para Michelly, o dinheiro destinado às campanhas deve atender aos candidatos da legenda, e não ser concentrado entre aqueles que possuem maior proximidade com a direção partidária.

“O fundo eleitoral não é destinado para as pessoas mais próximas, ele é destinado para os candidatos”, declarou.

A vereadora afirmou que não classificaria necessariamente a situação como perseguição, mas avaliou que o resultado prático da falta de recursos seria semelhante: reduzir sua capacidade de campanha e, consequentemente, sua competitividade na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa.

Sem contar, segundo ela, com o suporte financeiro esperado do próprio partido, Michelly disse ter recorrido a uma parceria eleitoral com o Progressistas. A estrutura de campanha teria sido reforçada por meio da dobradinha com o candidato a deputado federal Nilson Leitão (PP).

Relação com Mauro Mendes se desgastou

A atual situação é resultado de um processo de afastamento político entre Michelly e o grupo do governador Mauro Mendes.

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A relação se deteriorou após um episódio envolvendo a vereadora e a ex-primeira-dama Virgínia Mendes. O conflito acabou tendo reflexos também no governo estadual e culminou na saída de Jefferson Neves, marido de Michelly, do comando da Secretaria de Estado de Esporte, Cultura e Lazer.

Desde então, a vereadora passou a adotar uma postura mais crítica em relação ao grupo político do governador.

O desgaste chegou ao ponto de Michelly avaliar a possibilidade de deixar o União Brasil e procurar outra legenda para disputar as eleições. A mudança, porém, não avançou. Segundo a parlamentar, Mauro Mendes não autorizou a emissão da carta de anuência necessária para sua saída do partido.

Com a permanência na legenda e o distanciamento do grupo que controla a sigla em Mato Grosso, Michelly segue na disputa eleitoral tentando ampliar sua estrutura de campanha e conquistar espaço próprio dentro do União Brasil.

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