PAPO RETO

“Se eu fosse procurador do caso, já teria pedido a prisão de Mauro Mendes”, dispara Taques sobre Operação Heritage

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O candidato ao Senado Pedro Taques (PSB) afirmou que, se ainda atuasse como procurador da República no caso investigado pela Operação Heritage, pediria a prisão do ex-governador e também candidato ao Senado Mauro Mendes (União). A declaração foi dada durante entrevista ao Cuiabá Notícias, ao ser questionado sobre as acusações que vem fazendo contra o adversário desde que a Polícia Federal deflagrou a operação.

“Se eu fosse o procurador do caso, eu já teria pedido a prisão de Mauro Mendes. Porque eu já pedi prisão de várias pessoas que foram presas por coisas mais simples do que o Mauro Mendes fez”, afirmou Taques.

Ao ser questionado sobre quando uma eventual prisão poderia ocorrer, Taques evitou fazer uma previsão. Apesar de sustentar que, na avaliação dele, os elementos do caso justificariam uma medida mais dura, o ex-governador reconheceu que não tem acesso ao conteúdo integral do inquérito.

“Agora, eu não posso dizer se é daqui a seis meses, porque aí eu seria Mãe Dináh. Eu não sei, eu não tenho acesso ao inquérito”, afirmou.

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Taques ainda voltou a mencionar a movimentação financeira investigada pela Operação Heritage e afirmou que esse seria um dos pontos que, na avaliação dele, justificariam uma atuação mais rigorosa das autoridades. “O dinheiro caiu na conta do filho dele”, declarou.

O candidato ao Senado pelo PSB também relacionou o episódio à ausência de Mauro Mendes em debates eleitorais. Segundo ele, o adversário evitaria esses encontros para não precisar responder sobre a investigação. “Ele não vai nos debates porque ele tem medo de responder isso”, disse.

Na sequência, Taques afirmou que apresentou informações sobre o caso às autoridades e disse ter atuado como cidadão ao provocar os órgãos responsáveis pela apuração.

“O que eu fiz? Como cidadão, eu fiz uma denúncia. Eu fiz o trabalho que o Ministério Público devia fazer e não fez”, afirmou.

Sobre a Operação

A Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal em 6 de agosto, apura suspeitas relacionadas a um acordo de aproximadamente R$ 308 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi, envolvendo a restituição de valores decorrentes de uma disputa tributária. Segundo a PF, há indícios de que a operação financeira tenha sido utilizada para desviar recursos públicos por meio de fundos de investimento e empresas interpostas, com o objetivo de ocultar a origem, a movimentação e o destino do dinheiro. A investigação apura crimes como peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada.

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A operação cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. Também foram determinadas medidas como quebra de sigilos bancário e fiscal, bloqueio e indisponibilidade de bens de até aproximadamente R$ 316 milhões, recolhimento de passaportes e proibição de contato entre investigados.

Mauro nega irregularidades

Desde a deflagração da Heritage, Mauro Mendes nega participação em qualquer irregularidade. O ex-governador afirmou que o acordo com a Oi passou pela Procuradoria-Geral do Estado, foi homologado judicialmente e teria sido considerado legal e vantajoso pelos órgãos de controle. Ele também relacionou a operação ao período eleitoral e disse enxergar atuação política de adversários no caso.

As suspeitas levantadas pela Polícia Federal seguem sob investigação.

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