RACHA NO PL

Abilio rejeita aliança com MDB e diz: “Não estarei com MDB; ou me libera, ou tolera, ou expulsa”

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou neste domingo (2) que não pretende apoiar uma eventual aliança entre o PL e o MDB nas eleições de 2026. A declaração foi feita após o senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, anunciar a composição com a deputada estadual Janaina Riva (MDB), pré-candidata ao Senado.

A aliança foi discutida em Brasília, em reunião com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Nas redes sociais, Abilio reagiu à articulação e disse que não será “incoerente” ao subir no mesmo palanque de adversários políticos.

“Se meu partido em Mato Grosso juntar com o PT, por fidelidade partidária tenho que apoiar o PT? Não esperem isso de mim. Ou me libera, ou tolera, ou me expulsa. Com PT e MDB eu não vou”, afirmou.

Segundo o prefeito, a resistência ao MDB está ligada a disputas políticas recentes. Abilio disse que não considera coerente integrar o mesmo projeto de lideranças que enfrentou nas urnas e com as quais mantém divergências públicas.

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Entre os nomes citados por ele está o deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), adversário na eleição para a Prefeitura de Cuiabá em 2024. O prefeito também mencionou políticos do MDB que disputaram eleições municipais contra candidatos apoiados pelo PL.

“Brigamos na última eleição e continuamos oponentes. Agora querem colocar todo mundo no mesmo ônibus e fazer de conta que somos amiguinhos. Não dá não”, declarou.

Abilio também citou a vice-prefeita Coronel Vânia, que deixou o Novo e se filiou ao MDB em fevereiro deste ano. Os dois têm mantido atritos políticos desde a mudança partidária.

“Minha vice mudou de partido, critica o Bolsonaro e me critica, foi para o MDB”, afirmou.

A insatisfação com a composição não se restringe ao prefeito de Cuiabá. O deputado federal José Medeiros (PL), anunciado como pré-candidato ao Senado na chapa de Wellington, também resiste à aproximação com o MDB.

Nos bastidores, Medeiros avalia não participar do mesmo palanque de Wellington caso a aliança seja confirmada. O parlamentar também estuda declarar apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), em sinal de contrariedade com a articulação entre PL e MDB.

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