As instalações de oito novas pontes de dossel do projeto Alta Floresta Não Atropela foram finalizadas nesta semana, ampliando a estrutura criada para facilitar o deslocamento de macacos e outros animais arbóreos pela área urbana do município. Nesta nova fase, a Energisa Mato Grosso participa diretamente na implantação, já que parte das travessias está localizada em trechos com rede elétrica.
Para viabilizar as estruturas, equipes da concessionária fizeram adaptações na infraestrutura elétrica nos pontos de instalação, criando condições seguras para o trabalho das equipes responsáveis pelas pontes. A empresa também prepara uma nova intervenção, com a instalação de coberturas específicas para os cabos sobre a rede nos trechos onde os animais fazem a travessia.
“Estamos realizando todas as adequações necessárias nas estruturas de energia para viabilizar a instalação das pontes aéreas com total segurança para as equipes envolvidas. Além disso, profissionais de Linha Viva, especializados em intervenções em redes energizadas, estão apoiando diretamente a implantação dessas estruturas, que serão fundamentais para garantir a travessia segura da fauna local. Como etapa complementar do projeto, também estamos readequando trechos da rede elétrica, com a instalação de cobertura de proteção nesse trecho. Essa medida adiciona uma camada extra de segurança para os animais, especialmente os macacos, contribuindo para a preservação da fauna e para a redução dos riscos de acidentes em Alta Floresta”, afirma o coordenador regional Washington Soares Perez Junior.
A proteção adicional leva em conta também o comportamento dos animais que utilizam as estruturas. As coberturas para os cabos vão isolar a rede nos pontos definidos, reduzindo o risco de contato dos primatas com os cabos durante o deslocamento.
Segundo Fernanda Abra, idealizadora do Projeto Reconecta, que desenvolveu o modelo de ponte utilizado em Alta Floresta, a parceria com a Energisa MT foi importante para adaptar a infraestrutura e permitir a implantação das travessias nesses locais.
“A segunda fase é mais complexa porque as oito novas pontes estão em áreas onde temos redes de energia. Por isso, trouxemos a Energisa como parceira institucional. A empresa tem nos ajudado tanto na instalação das pontes quanto na proteção das redes para prevenir qualquer risco aos primatas. As pontes são importantes para esses animais, tanto para reduzir os riscos de atropelamento quanto para permitir que eles voltem a acessar outros fragmentos florestais. A ponte conecta um ambiente florestal a outro no nível do dossel”, afirma Fernanda.
Na primeira fase do Alta Floresta Não Atropela, em 2024, sete pontes foram instaladas no município. Em quase dois anos de monitoramento, as estruturas registraram mais de 17 mil passagens de animais, segundo dados do projeto. A nova etapa acrescenta outros oito pontos de travessia e amplia a conexão entre fragmentos florestais separados pela malha viária urbana.
“A empresa precisa estar atenta às reivindicações e ao que a sociedade traz. Aqui, estamos atendendo a uma demanda que envolve proteção ambiental e segurança, já que muitos carros passam por esses locais. A instalação das pontes e a proteção da rede ajudam a preservar os animais e a manter a segurança da infraestrutura”, conta Jorge Sírio, coordenador de Relacionamento da Energisa Mato Grosso.


























