PALANQUE DIVIDIDO

“Fidelidade está ruim, é uma traição geral em MT”, diz líder do PL

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O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, classificou como “traição” o movimento de candidatos e integrantes de diferentes partidos que, na atual campanha, passaram a combinar apoio a nomes adversários do próprio grupo.

As declarações ocorrem após diversos prefeitos eleitos pelo PL em 2024 passarem a apoiar o governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), em detrimento ao nome da sigla ao Governo, Wellington Fagundes.

Entre os casos estão Flávia Moretti, de Várzea Grande; Cláudio Ferreira, de Rondonópolis; Sérgio Machnic, de Primavera do Leste; Carlão Borchardt, de Tabaporã; e Edilson Piaia, de Campo Novo do Parecis.

A sucessão de apoios a Pivetta por prefeitos do próprio PL, somada às alianças cruzadas entre candidatos proporcionais, transformou a fidelidade partidária em um dos pontos de tensão da campanha este ano.

Ananias afirmou que a falta de fidelidade não se restringe ao PL. Para o dirigente, o fenômeno é generalizado e atinge todas as legendas.

“Eu acho que o nível de fidelidade está ruim em todos os partidos. Todos, sem exceção. A traição está normal”, disse ao MidiaNews nesta quarta-feira (16).

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Para o líder do PL, candidatos a deputado estão concentrados principalmente nas próprias eleições e nem sempre reproduzem o palanque dos candidatos majoritários com os quais estão coligados. “Deputado só faz campanha para ele mesmo. Tanto seja do partido nosso ou contra nós”, disse.

Ele também atribuiu parte dessa mudança ao fundo eleitoral. Na avaliação do dirigente, candidatos passaram a priorizar o uso dos recursos para fortalecer as próprias campanhas.

“Antes os caras tinham mais fidelidade. E com o fundo eleitoral, as pessoas estão achando que têm o direito de pegar e fazer o voto direto só para eles. E não tem”, argumentou.

Prefeitos do PL

Apesar das dissidências, Ananias afirmou que a direção do partido não está preocupada com possíveis abandonos do candidato ao Governo.

Questionado se as dissidências poderiam prejudicar Wellington, ele respondeu que não. Segundo o presidente do PL, o eleitor tende a escolher diretamente o candidato ao Governo, enquanto a candidatura proporcional funciona como um fator adicional de votos.

“O voto do candidato a governador vai ser muito tranquilo. O pessoal vai votar no candidato a governador”, completou.

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