O empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, o Carlinhos Bezerra, senta no banco dos réus do Tribunal do Júri de Cuiabá nesta terça-feira (7) para responder pelo duplo homicídio de sua ex-namorada Thays Machado e do então companheiro dela, William César Moreno.
O rito jurídico, que começa logo no início do dia, promete mobilizar o Judiciário mato-grossense mais de três anos após o crime que chocou o estado em janeiro de 2023.
Os trabalhos no plenário começam com o sorteio dos sete jurados que formarão o Conselho de Sentença, responsáveis por definir se o empresário é culpado ou inocente. Na sequência, inicia-se a fase de depoimentos.
O principal momento da acusação será a fala do irmão de Thays, Thyago Jorge Machado, único membro do núcleo familiar que confirmou presença no fórum para relatar o impacto da tragédia.
Após a oitiva das testemunhas e o interrogatório do réu, acusação e defesa travam o debate direto. O Ministério Público Estadual (MPE) deve sustentar as
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Thays Machado foi morta com o então companheiro dela, William César Moreno.
qualificadoras de feminicídio e motivo torpe, buscando uma pena exemplar para evitar o sentimento de impunidade.
Já a banca de defesa de Carlinhos Bezerra deve explorar suas condições de saúde. À época da prisão, ele confessou os disparos alegando desequilíbrio decorrente de um estágio avançado de diabetes.
O crime
A denúncia do Ministério Público aponta que as vítimas, Thays Machado, de 44 anos, e William César Moreno, de 30 anos, foram assassinadas a tiros no dia 18 de janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá.
As investigações policiais revelaram que o réu monitorou e perseguiu o casal desde o desembarque no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande.
O atentado aconteceu em via pública, no momento em que Thays deixava o prédio da mãe. William ainda tentou escapar dos disparos correndo pela calçada, mas foi baleado pelas costas.
Carlos Alberto foi capturado horas após o duplo homicídio em uma propriedade rural em Campo Verde e, atualmente, cumpre prisão preventiva na Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, após ter o benefício do regime domiciliar cassado.



























