O senador Jayme Campos (União Brasil) elevou o tom nesta quarta-feira (19), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), ao comentar denúncias envolvendo recursos públicos no estado. As declarações foram dadas após ele acompanhar oitivas da CPI da Saúde.
Jayme afirmou que as suspeitas precisam ser investigadas de forma ampla e cobrou atuação dos órgãos de controle. Ao ser questionado sobre a gravidade dos fatos relatados, disse considerar que há indícios de atuação organizada.
“Para mim, é organização criminosa”, afirmou.
O senador também disse ter informações de que novas operações podem ser deflagradas em Mato Grosso. Segundo ele, denúncias sobre possíveis desvios de recursos públicos não podem ser tratadas como episódios isolados ou simplesmente cair no esquecimento.
“Todos os dias tem denúncia de desvio de recursos públicos. Vai ficar por aí? Não pode ficar por aí. Nós temos que apurar todos esses fatos que aconteceram no nosso Estado”, declarou.
Na sequência, afirmou que novas ações policiais podem ocorrer. “Parece que vêm mais [operações] aí, porque o trem aí é mais feio do que vocês pensam”, disse.
Jayme defendeu ainda que eventuais investigações alcancem pessoas com maior poder econômico ou político, caso sejam identificadas irregularidades.
“Tem que ir preso, amigo. Tem que sair preso e tem que devolver o dinheiro do Estado de Mato Grosso para o povo mato-grossense”, afirmou. “Não pode ser para pobre, tem que ser para rico também”, acrescentou.
“Se eu abrir o bico”
A declaração de maior repercussão ocorreu quando o senador passou a falar sobre concessões e privatizações de rodovias estaduais. Sem apontar contratos, empresas ou nomes, ele defendeu que o setor também seja investigado.
“A privatização das estradas aqui tem que ser apurada. É só lambança também”, afirmou.
Em seguida, Jayme disse possuir informações que, se tornadas públicas, poderiam ampliar o alcance das apurações.
“Se eu for abrir o bico aqui, desculpa a expressão da palavra, se eu for falar tudo que eu sei, acabou Mato Grosso. Não vai ter cadeia para pouca gente. Vai ter que buscar novos presídios”, declarou.
Apesar da gravidade das afirmações, o senador não apresentou, naquele momento, documentos, nomes ou detalhes que permitissem identificar os fatos específicos aos quais se referia.
Veja o vídeo:

























